Floripa Open 2017 – Bachmann Supera Shirov

Floripa Open 2017 – Bachmann Supera Shirov

 

 

ESTAMOS DE VOLTA

Parem tudo! Aumentem o som! Nós estamos de volta!

 

Se você não entendeu a piada…

… então já deve ser hora de ir para a cama…

 

Para você que estava sentindo falta de ficar por dentro das mais eletrizantes notícias daquilo que de melhor acontece no xadrez brasileiro e mundial; para você que não sentiu a menor falta e nem sabe do que estamos falando (aliás, nem sabe como chegou até aqui!); Estamos de volta! E…

 

…com um pouquinho de trabalho acumulado!

 

Portanto: não vamos nos perder em detalhes. Primeira grande parada do xadrez brasileiro: Floripa Open 2017!

 

FLORIPA OPEN: SHIROV, A ATRAÇÃO; BACHMANN, O CAMPEÃO!

 

 

Disputado em 10 rodadas, seguindo o ritmo de 90 minutos por lance com acréscimo de 30 segundos deste o primeiro movimento, o Floripa Chess Open é, hoje, o maior torneio aberto do xadrez brasileiro. Inclusive, com os aproximadamente 400 jogadores escritos desta edição, a competição pode comemorar o feito de ser o maior torneio de xadrez já realizado no Brasil.

E para abrilhantar um pouco mais este evento histórico, o convidado de honra deste ano foi ninguém mais, ninguém menos, que o transnacional e piromaníaco (no melhor sentido) Alexei “fuego en el tablero” Shirov.

 

 

Shirov, de 44 anos, há muitos anos é um dos melhores enxadristas do mundo. Tendo morado em vários lugares do mundo e defendido diversos países, é mundialmente conhecido pelo estilo audacioso e altamente criativo – agressivo e cheio de sacrifícios. Sua coleção “Fuego en el tablero” é obra fundamental para os amantes do xadrez combinativo a la Alexander Alekhine e Mikhail Tal (inclusive, Shirov nasceu na mesma cidade de Tal: Riga, na Letônia. O que será que a água de lá possui?). E falando em Shirov, até o nosso GM Rafael Leitão já dedicou um aula só sobre a audaciosa figura – clique aqui e confira.

E, sendo atração principal, Shirov não decepcionou os fãs. Com uma performance de 2783 (!) ele somou 8,5 pontos e foi o jogador com mais vitórias no torneio: oito! Com destaque para as vitórias em cima do GM cubano-paraguaio Neuris Delgado (clique aqui) e do lendário GM peruano Julio Granda (clique aqui). Entretanto, apesar do memorável desempenho, Shirov acabou ficando na segunda colocação, superado pelo GM Paraguaio Axel Bachmann – que venceu Shirov na penúltima rodada e Neuris na última. Bachmann terminou com a mesma pontuação que Shirov, mas melhor critério de desempate – obviamente, a vitória no confronto direto.  De toda forma, temos um bom motivo para justificar esta conquista do GM Axel, pois a grande vitória do paraguaio parece ter acontecido mesmo em dezembro do ano passado – e a de Floripa, sem dúvida, foi uma consequência direta:

 

Axel Bachmann “assinando a planilha” com Malu Valdovinos! Parabéns aos noivos! E ao Campeão do Floripa Chess 2017!

 

Em terceiro lugar, com 8,0 pontos, o já citado GM peruano Julio Granda – e nunca é demais lembrar: o “mister continental”!

 

OS BRASILEIROS: VELHAS E NOVAS LENDAS – DESTAQUES

O melhor brasileiro na competição foi o catedrático GM Gilberto Milos. Dono de uma classe magistral indiscutível, Milos somou 8,0 pontos, mesma pontuação de Granda, e deixou em todos os enxadristas brasileiros o desejo que possamos vê-lo mais vezes no tabuleiro este ano. Em quarto lugar, com também 8,0 pontos, o simpático MI Renato Quintiliano.

Quintiliano venceu, na última rodada, a lenda viva do xadrez brasileiro: Henrique da Costa Mecking, o Mequinho – e que merece um comentário à parte.

 

Mequinho x Shirov: que partida!

 

Gostem ou não, Mequinho, aos 65 anos, ainda é, sem dúvida nenhuma, um dos maiores nomes do xadrez brasileiro. E se o seu empate na sexta rodada contra o GM Julio Granda já seria algo fenomenal, nada se comparou com o embate na mesa um contra o letão Alexei Shirov. Mequinho não só empatou como chegou muito próximo da vitória. E mais: tudo dentro do estilo combinatório e tático de Shirov. Com absoluta certeza esta foi a partida mais tensa e mais assistida de todo o torneio (clique aqui e confira as análises do nosso GM Rafael Leitão acerca deste histórico encontro). Apesar da derrota na última rodada para o MI Quintiliano, Mequinho brindou a todos com uma amostra grátis do xadrez que o fez chegar a ser o número 3 do mundo.

Outro destaque do Brasil foi a segunda norma de MI para o MF Victor Shumyatsky – que terminou a prova em nono lugar.

 

E o xadrez em Floripa seguiu firme com o Floripa Master e o Magistral Lourenço Cordioli. Mas isso é assunto para um outra notícia…

 

 

FONTE

Xadrez do Brasil

Chess Results

 

Escrito por Equipe Academia de Xadrez Rafael Leitão 02-02-2017

Comments ( 4 )

  • Guilherme

    Não sei qual o critério de dizer que o mequinho foi o número 4 do mundo, pois pelo rank da FIDE ele chegou a ser o número 3 do mundo.

    • Rafael Leitão

      Sim, você está certo. Ele foi o número 3 do mundo. Seria o número 4 se contássemos o Fischer, que já estava inativo.

  • Rafael Favarin Pimentel

    De volta!!!

    Sem dúvidas foi o maior evento enxadrístico do país e por muita alegria, me fiz presente.

    Foi incrível ver essas lendas desfilarem o seu xadrez por caminhos tão próximos quanto os meus, dividir o salão, andar pelas mesas, levantar-se na ponta dos pés sobre os ombros de outros enxadristas maiores para ver partidas decisivas e até os ‘reclames’ do Mequinho quando alguém ficava rodando a peça fora do tabuleiro (kkkkk).

    Meu desempenho não foi como gostaria, mas de toda forma, valeu demais a experiência. Espero absorver o máximo dessa competição e obter melhores resultados nas próximas oportunidades.

  • FA WAUGHAN

    Um dos grandes campeonatos de xadrez realizado no Brasil,e também com a participação do jogador Henrique da Costa Mecking, o Mequinho

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