Os 20 Livros de Xadrez Que Me Tornaram Grande Mestre

Os 20 Livros de Xadrez Que Me Tornaram Grande Mestre

 

Eu aprendi a jogar xadrez em 1986, imediatamente sendo contaminado pela febre do jogo. Comecei jogando em casa e na escola, mas logo me interessei e fui incentivado a estudar utilizando livros.

 

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Nessa época essa era minha única forma de aprendizado. Não havia internet nem muitos torneios na minha cidade (São Luís – MA). Portanto os livros foram uma parte essencial do meu progresso.

 

Essa lista é a mesma que mostrei na minha palestra gratuita. Eles não são os melhores livros já escritos, mas sim os que me ajudaram no caminho ao título de grande mestre. Saber quais foram esses livros podem ajudar a guiar enxadristas de todos os níveis, por duas razões principais:

 

1- Entender qual o caminho a seguir e quais os tipos de livros que são mais importantes na formação de um enxadrista;

 

2- Encontrar obras similares, atualizadas, ou então ler os mesmos livros – alguns são clássicos e de valor atemporal.

 

Os livros serão mostrados em ordem cronológica. Quer dizer, os primeiros livros foram estudados no início do meu desenvolvimento e os últimos quando eu já estava próximo do  título de grande mestre.

 

Vamos à lista!

 

1- Xadrez Básico

Autor: Orfeu D’Agostini

 

Clássico dos clássicos. Esse foi meu primeiro livro e inúmeros enxadristas brasileiros começaram seus estudos com ele. Uma pena que ainda não foi feita uma atualização dessa obra, incluindo algumas atualizações importantes – principalmente a anotação algébrica.

 

2- Test Your Chess IQ

Autor: A. Livshitz

 

No começo dos estudos a prioridade é treinar tática: conhecer todos os temas e resolver muitos exercícios. Um dos meus livros prediletos para esse trabalho era o “Test Your Chess IQ”, que foi atualizado e têm versões para diferentes níveis de jogo. Lembre-se que esse será apenas um dos muitos materiais (livros, vídeos, sites) necessários para treinar seu cálculo.

 

3- Estratégia Moderna do Xadrez

Autor: Ludek Pachman

 

 

Outro clássico que influenciou minha geração. O xadrez mudou muito desde a época em que esse livro foi escrito, mas ele ainda continua uma obra importante para melhorar seu jogo posicional. Vários outros livros de estratégia (mais atuais) podem ser utilizados para um estudo semelhante.

 

4- Informadores

Autores variados

 

Em uma época sem computadores e gigantescas bases de dados, os Informadores eram os livros que forneciam as partidas mais importantes, analisadas por vários grandes mestres. Cada um dos volumes era garantia de muitas horas de diversão. Eu cheguei a reproduzir TODAS as partidas de vários desses volumes.

 

5- Minhas Melhores Partidas de Xadrez

Autor: Bobby Fischer

 

Um dos melhores livros de xadrez já escritos, com análises honestas de um dos maiores enxadristas da história. E com a vantagem de ser uma das poucas grandes obras disponíveis em português.

 

6- Alekhine’s Best Games

Autor: Alexander Alekhine

 

Outro livro de partidas espetacular, que influenciou minha forma de ver xadrez. Alekhine foi um grande cientista do jogo, reconhecendo a importância de ter uma boa preparação e de jogar com energina. Não é à toa que ele é o enxadrista que mais influenciou o jogo de Garry Kasparov.

 

7- El Ajedrez de Torneo (Zurich 1953)

Autor: David Bronstein

 

 

Livro com todas as partidas de um dos maiores torneios da história do xadrez. Com muitas palavras e poucas análises, essa obra pode melhorar muito a sua compreensão estratégica de uma partida. Também vale a pena estudar o livro de Don Miguel Najdorf sobre o mesmo torneio, mas com um enfoque diferente.

 

8- Test Your Positional Play

Autor: Bellin/Ponzetto

 

 

Livro pouco conhecido, mas a dupla Bellin e Pozetto produziu excelentes livros (pelo menos em minha memória afetiva). O livro tem um formato muito interessante, com explicação dos principais temas estratégicos e uma série de testes. O detalhe é que os autores oferecem soluções em múltipla escolha e o leitor precisa descobrir, além da solução correta, qual o furo existente nos outros planos disponíveis. O livro me ajudou a melhorar meu jogo posicional.

 

9- An Opening Repertoire For White

Autor: Raymond Keene

 

Talvez essa obra hoje seja questionável – afinal a forma de estudar aberturas mudou muito e certamente nem todas as recomendações do livro são boas. Mas lembre-se que esse artigo é sobre os livros que me formaram e não os que ainda devem ser lidos hoje. O “ORW”, como ficou conhecido por minha geração, oferecia um repertório completo para as brancas e foi a base das minhas aberturas durante muitos anos.

 

10- Beating The Sicilian

Autor: John Nunn

 

Durante os anos 80 e início dos anos 90 (até os livros do Dvoretsky aparecerem), John Nunn era o melhor autor de livros de xadrez. Matemático por formação (e brilhante, por sinal), o inglês emprega um estilo científico em sua obra, colocando muitas análises. Todos os seus livros desse período foram excelentes.

 

 

 

11- The Najdorf For The Tournament Player

Autor: John Nunn

Nunn, mais uma vez. Quantas partidas eu ganhei com a minha predileta Defesa Najdorf graças ao estudo desse livro! As análises são tão boas que muitas variantes sugeridas por Nunn persistem até hoje, mesmo nas linhas mais agudas, algo incrível se considerarmos que as análises foram feitas sem ajuda de computadores.

 

12- Mastering The King’s Indian

Autor: Bellin/Ponzetto

 

Outro excelente livro da dupla Bellin e Ponzetto. A Índia do Rei fez parte do meu repertório durante os meus anos de formação. A vantagem do livro é que não são mostradas apenas variantes teóricas, mas também os temas táticos e estratégicos mais importantes dessa Defesa.

 

13- The Life and Games of Mikhail Tal

Autor: Mikhail Tal

 

Esta obra é livro de xadrez, literatura, relato de história, de superação, de amor à vida, é ciência e arte. E uma grande fonte de inspiração, vinda de uma das mentes mais brilhantes que já passaram por este mundo. Um livro imperdível, obrigatório em qualquer biblioteca enxadrística.

 

14- Grandmaster Preparation

Autor: Lev Polugaevsky

 

Outro livro que é fonte constante de inspiração. “Poluga” era apaixonado pelo seu jogo e esse livro é sua declaração de amor. Leitura recomendada especialmente antes de jogar um torneio, como forma de motivar para o “trabalho duro” necessário ao preparar para as partidas.

 

15- The Test of Time

Autor: Garry Kasparov

 

O teste do tempo é um livro que mostra a ascensão do jovem Garry Kasparov até a conquistado título mundial, já que a narração termina exatamente antes do match contra o Karpov.

Na obra, descobrimos os sonhos que motivaram Kaspa desde o início de sua carreira e podemos ter uma ideia do estilo de jogo agressivo e enérgico que ele sempre demonstrou, assim como o trabalho incansável que foi necessário para chegar ao topo.

Eu li esse livro na época em que também era um sonhador – quando estava começando minha carreira e imagina até onde poderia chegar.

Uma curiosidade: muitos anos depois de ler o livro, fui convidado para escrever o prefácio da edição em português.

 

16- Secrets of Chess Training

Autor: Mark Dvoretsky

Os primeiros livros de Dvoretsky foram para mim como encontrar um tesouro escondido e mudaram minha forma de pensar sobre xadrez. A mais marcante foi sua primeiro obra, Secrets of Chess Training. Ela me mostrou que o caminho para a maestria no jogo era longo e árduo e que não existia atalho. A única coisa a fazer era estudar e analisar muitas posições.

 

17- Secrets of Chess Tactics

Autor: Mark Dvoretsky

 

O segundo livro que li do Dvoretsky é especificamente sobre cálculo. A complexidade de algumas posições é absurda. Material essencial para quem quer começar a calcular como um grande mestre. Vale explicar que esses livros foram relançados em uma coleção intitulada “School Of Chess Excellence”.

 

18- Test Your Endgame Ability

Autor: Livshits/Speelman

 

Esse livro pouco conhecido é excelente para treinar cálculo e finais. O formato é semelhante ao do Test Your Chess IQ, com testes específicos para determinados tipos de finais. O detalhe é que em todos eles é preciso calcular com precisão. Uma pequena joia!

 

19- The Art of Chess Analysis

Autor: Jan Timman

 

Outro livro excelente e não muito conhecido, que mostra a evolução de Jan Timman como jogador e analista. Partidas memoráveis (de diversos enxadristas) são dissecadas pelo grande mestre holandês, em um formato agradável, que mostra seu amor pelo jogo. Outro livro excelente para melhorar o cálculo.

 

20- Secrets of Grandmaster Play

Autor: John Nunn

Mais um livro do meu autor favorito durante muitos anos. Esse é um livro de partidas do  próprio Nunn, analisadas em seu formato matemático, com muitas variantes e uma preocupação constante em encontrar a “verdade”. Recomendado para enxadristas já próximos do da força de mestre internacional.

 

Estes foram os livros que ajudaram a minha formação como enxadrista. Cada um deles cumpriu uma importante função em meu aprendizado.

 

Baixe o PDF com lista completa dos livros

 


 

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18 Respostas a “Os 20 Livros de Xadrez Que Me Tornaram Grande Mestre”

  • Wagner

    Livros digno de um campeão

    • Adriano Alves

      Livros grã mestre

  • Moisés

    Fiquei surpreso ao não ver nessa lista Meu Sistema, de Aaron Nimzowitsch.

    • Rafael Leitão

      Pois é...eu realmente não gosto desse livro.

      • Ganar

        Se não gosta, mencione o porquê. Assim evitamos a leitura. (ou, no momento da leitura podemos nos previnir das imprecisões ou falhas por você apresentadas)

        • Rafael Leitão

          É um livro dogmático e com conceitos ultrapassados. Vale ter na estante por ser um clássico da literatura enxadrística. Mas não perca o tempo estudando ele seriamente.

          • C. F.

            O "Meu sistema" é chatinho mesmo. Estou até pensando em abandonar a leitura. O "Estratégia moderna do xadrez" é bem melhor.

            Já chegou a ver o "Táctica moderna en ajedrez" do Pachman, Rafael? Muito bom! Precisam lançar uma versão em notação algébrica. É um clássico, sem dúvidas.

          • Willams

            O capítulo sobre torres (colunas) do "Meu Sistema" é muito bom. O livro todo é bom, mas ele é profundo demais e é difícil achar essa profundidade.

            A didática de Nimzovitch é péssima. Você vai notar que o livro mistura tática com estratégia colocando tudo como se fosse uma coisa só. E ele está corretíssimo porque Karpov depois em seu livro "La Estrategia en el ajedrez" fala sobre a "lei suprema do xadrez" que é, obviamente, a atividade das peças. Karpov então fala sobre "restrição" que é um dos pontos chaves que Nimzovitch tenta explicar no livro.

            A leitura é péssima porque é antigo e com uma didática ruim, mas o conteúdo é muito mais moderno do que se pensa. Entender 'restrição', 'bloqueio', 'centro' e até mesmo as táticas usadas para adquirir isso como a cravada é importantíssimo.

            Eu não aconselho ler Nimzovitch, melhor ler Karpov mesmo. Mas o conteúdo do livro é muito correto, embora um tanto desajeitado a maneira de expor. Hoje os livros estão apresentando MÉTODOS. Você tem então sempre o "HOW" em vez do "WHY/WHAT". Daí você vê "como fazer tal coisa" e sua intuição e compreensão vai pro saco... E claro, o "COMO" sempre ajuda, engenheiros não precisam ser exímios físicos para criarem algo hoje em dia. Um jogador de inteligência média pode absorver todos os métodos mais importantes e jogar muito bem, aplicando e pegando seus adversários nos truques que aprendeu... No entanto, é apenas alguém que imita bem o que aprendeu. A partir de um nível de GM onde todo mundo tem basicamente os mesmos conhecimentos não será suficiente aplicar os métodos, precisará CRIAR sempre algo novo...

  • Moisés

    Caramba!! Eu pensava que seria impossível ouvir isso de um GM, achei que o livro era uma unanimidade.

    • Gustavo Aguiar Rocha da Silva

      Você ouviu a crítica de um Grande Mestre. Aqui vai a crítica de um capivara assumido: das várias vezes que tentei ler "My System" tive a impressão de que o autor escrevia em Sânscrito, porque o que eu lia jamais correspondia ao que eu via ser jogado na partida. Mas os livros de Nimzovitch influenciaram bastante Petrosian, Portisch e Karpov, logo ...

  • Ibrahim Mendelssohn

    Eu já estudei, tanto o "MEU SISTEMA" quanto o "A PRÁTICA DO MEU SISTEMA" e posso confirmar o que o Rafael está afirmando. Vou citar apenas um exemplo: para o Aaron, bloqueio é um tema estratégico-posicional que ocorre em algumas partidas. Porém, sabemos que o bloqueio pode e deve ser considerado um tema tático também. Daí o Rafael dizer - É um livro dogmático e com conceitos ultrapassados.

  • Vandeck Santiago

    Rafael, e os livros do Roberto Grau?... Algum deles foi importante para você?...

    • Rafael Leitão

      Não cheguei a estudar por eles...muitos falam bem, especialmente os enxadristas argentinos.

    • C. F.

      Estudei todos os quatro volumes do "Tratado general de ajedrez" na versão mais nova (capa preta), e graças a eles hoje tenho rating superior a 2200 em blitz e bullet no Chess.com e Lichess.org.

      Claro, xadrez online não é exatamente o melhor parâmetro para medir a evolução do próprio xadrez, mas quando você tem por volta de 1800 de rating nos modos de jogo e sites, estuda atentamente mil páginas de xadrez, pula para os 2200 de rating em questão de mais ou menos 2 anos, então, pelo menos para mim, é evidente que para alguma coisa a série do Roberto Grau serviu.

      Não preciso nem comentar que neste espaço de tempo fiz outras coisas para melhorar meu xadrez. Resolvi por volta de 400 exercícios do livro "Combinational motifs" do Blokh, li uns quebradinhos de "Mis mejores partidas" do Alexander Alekhine, vi muitas dezenas de bons vídeos de análises de partidas no YouTube, principalmente através dos canais do Daniel King e Krikor Mekhitarian. Cheguei a ver dois vídeos do próprio Rafael Leitão: uma partida contra o Alexander Morozevich, e outra partida onde o Rafael Leitão de brancas jogou um curioso Bd2 numa abertura peão-dama (Eslava ou Semi-Eslava, acho), muito bom os vídeos, diga-se de passagem, foi até por isso que disse que vi dezenas de vídeos bons, porque se for contar os ruins dá muitas centenas.

      Enfim, voltando ao "Tratado general de ajedrez", posso ressaltar brevemente seus pontos fortes e fracos assim. Pontos fortes: muitos textos, muitas análises (muitas e muitas partidas analisadas), muitas explicações, muitas ideias, muito didático. Roberto Grau não explica; desenha. Tática, estratégia e estrutura de peões são muito bem abordados. Pontos fracos: não tem aquela abordagem mais bem estruturada do "Xadrez básico" (primeiro aprende-se finais, depois tática, depois estratégia, depois abertura, depois análise -- não!), o "Tratado General de Ajedrez" foca objetivamente falando no "o que" e "como", então de modo geral eu poderia afirmar que aberturas (teóricas) e finais (teóricos) são negligenciados em detrimento do bom entendimento do jogo como um todo, principalmente do meio-jogo. Então assim: não é, definitivamente, uma boa opção como primeiro livro de xadrez, apesar de o primeiro livro servir de introdução ao xadrez, ensinando desde mexer as peças, passando por muitas partidas analisadas (e outras cem, literalmente, sem análises, só os lances), até estudos de finais artísticos que exigem certa habilidade em cálculo. O "Xadrez básico", no meu entender, continua sendo melhor como primeiro livro, mas depois de absorvê-lo por completo, o livro do Roberto Grau se encaixa perfeitamente como um complemento, uma continuação do "Xadrez básico". Seguindo com mais pontos fracos: exercícios insuficientes. O autor vai passando as lições, as partidas, os textos, as explicações, os lances, e se você não tiver juízo acabará "lendo" os livros com a impressão de que foi muito divertido e que aprendeu bastante, mas no fundo aprenderá pouco pois não praticou aquilo que foi passado. Então, minha recomendação para superar esta fraqueza é: todas (ou quase todas) as posições que aparecerem em diagramas medite por um ou dois minutos para saber se é uma posição onde um dos dois lados está tomando um golpe tático, ou está sob uma ameça posicional grave, veja quem está melhor ou pior e por que etc. Enfim, resolva a posição antes do autor, assim você estará realmente estudando os livros: lendo, acompanhando os textos, as explicações, e, ao mesmo tempo, a todo momento está praticando entendimento posicional, cálculo e tomadas de decisão.

      Recomendo muito: primeiro o "Xadrez básico" e depois o "Tratado general de ajedrez". Me ajudaram bastante.

      Vou seguir a dica do Rafael Leitão e ler a série gigantesca do Arthur Yusupov para treinar minha capacidade de tomada de decisão. E só mais para frente estudar os livros de partidas do Alekhine, Botvinnik, Tal, Fischer, Keres, os livros de análises do Nunn, Dvoretsky etc.

  • Igor

    algum livro que ensina os finais? torre x torre, rei e peoes,cavalo e bispo

  • Alan cardoso

    Acho estranho nao ver os pense e jogue como um grande mestre do Alexander Kotov. Acho que o sr. Darci lima falou deles uma vez numa palestra o que acha?

  • Federico Francisco

    Gostei dos livros indicados. Mas sempre considerei a obra "La pasión del Ajedrez [Enciclopedia][Curso Nivel Avanzado]", um clássico. Ele apresenta temas úteis no entendimento do xadrez. Seria ele realmente útil na formação do jogador de xadrez ou deveria ser evitado? Gostaria de saber a opinião do Rafael e dos colegas deste livro.

  • Paulo nei

    concordo quando falam q alguns conceitos do mi sistema são ultrapassados, porém , mas desacreditar toda a obra acho exagero. ninzovitch foi o primeiro a considerar e a criar a terminologia "holle", e até hoje tem gente q nem sabe o q é isso, dedicou um capítulo inteiro de sua obra a este tema . capítulos como casas d´beis, abrindo mão de suas próprias casas débeis para investir nas do adversário, não podem ser desconsideradas. o la prática é pouco objetivo, concordo...mas o mi sistema pelo menos pra mim é uma obra singular.
    senti falta nesta lista do a arte do sacrificio do rudolph spielman da escaques que abrange muito o conceito tático, e dos 4 tomos do tratado do roberto grau, me ajudaram muito também.

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