Brasileiros na França – Parte II

Il faut vouloir vivre et savoir mourir. “É preciso desejar viver e saber morrer”, disse o general e imperador francês Napoleão Bonaparte. A frase é bonita, de efeito, e como estamos numa onda “francesa” nas notícias ultimamente, achamos que ela caberia bem aqui. É só isso mesmo.

De toda forma, chegou ao fim o tradicional Aberto na cinematográfica Cidade de Cannes, na França. A vitória do torneio ficou com o chinês Jishi Bai – 7,5 pontos em 9 possíveis. Com 7 pontos o russo Evgeny Romanov conseguiu a segunda colocação. E completando o pódio tivemos o grande destaque da delegação brasileira: o nosso intrépido GM Alexandr Fier ficou em terceiro lugar com 7 pontos em 9 possíveis – 5 vitórias e 4 empates. Invicto! Um excelente resultado do GM Fier – que já vinha de uma boa participação em um fechado também em solo francês (em Nancy).

Vejam aqui uma das vitórias do GM Fier dentro da competição – vitória bem típica do seu estilo, é bom ressaltar. Com os pontos somados, Fier volta a ser o nº 1 do Brasil, mas isso será pauta para uma próxima notícia.

Os MIs Roberto Molina e Renato Quintiliano terminaram na 24ª posição (5,5 pontos) e na 42ª colocação (5 pontos), respectivamente. O jovem Igor Kikuch finalizou na 98ª posição com 3 pontos. Participaram da prova 111 jogadores.

 

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O Cavaleiro Solitário

E numa reviravolta digna de um Martin Scorsese, descobrimos, só depois de terminado, que o GM Diego di Berardino também estava em solo francês – infiltrando e, apesar de carioca, no melhor estilo “mineirês”, quietinho, simplesmente apareceu com o segundo lugar no 15th Rochefort Chess Festival – com 7,0 pontos em 9 possíveis. Mesmo número de pontos do campeão, o GM Búlgaro Ventzislav Inkiov.

O próximo compromisso de Diego é no fortíssimo aberto de Reykjavik, na Finlândia, digo, Islândia (entenda mais da confusão aqui – veja nos comentários da matéria), de 8 a 16 de março.

Até o momento não sabemos de mais nenhum brasileiro jogando nenhum torneio na França. Mas, quem sabe? Mais informações a qualquer momento dentro dos nossos plantões. Mas não esqueçam: Il faut vouloir vivre et savoir mourir.

 

Fontes:

Cappelle la grande

Open de Cannes

Rochefort Chess

 

Escrito por Equipe Academia de Xadrez Rafael Leitão 29.02.2016.

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