Sandro Mareco, O Rei do Final Torre e Bispo x Torre

Sandro Mareco, O Rei do Final Torre e Bispo x Torre

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Mareco venceu o final de torre e bispo x torre em dois dias consecutivos

 

Argentina x Catalunha

A seleção da Argentina enfrentou a equipe da Catalunha em um match de cinco rodadas entre os dias 08 e 12 de outubro. As partidas foram disputadas em Barcelona com um ritmo de 1h30 + 30 segundos por lance. Do lado sul-americano jogaram: GM Sandro Mareco (2653), GM Fernando Peralta (2582), GM Alan Pichot (2556), GM Federico Perez Ponsa (2554) e GM Leandro Krysa (2503).

Pelo lado catalão estiveram presentes: GM Josep Manuel Lopez Martinez (2581), GM Jose Angel Guerra Mendez (2534) GM Alvar Alonso Rosell (2526), MI Hipolito Asis Gargatagli (2526) e MI Carles Diaz Camallonga (2444). Os argentinos venceram o duelo por 16 x 9 (+9 =14 -2).

 

Mareco Supera Catalães em Final Clássico

A atuação do GM Sandro Mareco é o que mais chama a atenção nesse evento. Na primeira rodada, com as peças brancas, Mareco superou Lopez Martinez em um final de torre e bispo contra torre. Curiosamente, na rodada seguinte, Mareco também superou Guerra Mendez no mesmo final, desta vez com as peças pretas.

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Mareco 1×0 Martinez: as pretas não conseguem evitar o mate. Mendez 0x1 Mareco, as pretas vão capturar a torre branca

 

De ponto de vista teórico, esses finais deveriam empatar, porém, “com a pressão do tempo e do jogo, na prática acaba não sendo tão fácil” afirmou Sandro Mareco à redação da Academia Rafael Leitão. De fato, Mareco não venceu enxadristas de técnica inferior, mas sim grandes mestres acima dos 2500 pontos de rating.

 

Histórico Recente

Situação semelhante aconteceu na Copa do Mundo de 2015, em Baku (Azerbaijão), quando o ex-campeão mundial, Vladimir Kramnik, venceu o cubano Lázaro Bruzón Batista em um final de torre e bispo x torre. Bruzón chegou a aguentar 42 dos 50 lances necessários para ser decretado o empate.

Já na Olimpíada de Batumi, o polonês Jan-Krzysztof Duda foi capaz de defender esse mesmo final contra Fabiano Caruana no decisivo match: Polônia 2.5 x 1.5 Estados Unidos. O MI Renato Quintiliano também conseguiu segurar essa posição contra o Grande Mestre Gregory Kaidanov no Continental das Américas, Pipa – RN, 2014.

 

Como Encarar os Finais Clássicos

Ao notar o sucesso e o fracasso de enxadristas fortíssimos ao defender esses finais clássicos, qual é o segredo para jogar melhor esse tipo de posição? Primeiro, conheça os planos básicos para tentar empatar. Por exemplo:

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Na primeira posição, as brancas impedem a aproximação do rei mediante a cravada no bispo. Se o rei preto for para a coluna “e”, o rei branco deve ir para “c” e vice-versa. Já na segunda posição, as brancas utilizam o recurso do afogamento com Te2+ para evitar o xeque mate com Th1. As chances de empatar esse final dependem do conhecimento dessas entre outras posições.

Segundo, analise as partidas mencionadas e entenda onde os enxadristas erraram. Fazer as próprias análises é de fundamental importância para o entendimento da posição. Terceiro, tente defender o final na prática. Que tal desafiar seus colegas para jogar essa posição? Contudo, não se esqueça de analisar sua experiência após o embate.

Quarto, faça parte da 3ª Turma do Método Rafael Leitão. Você poderá ver, de forma esquematizada, os atalhos exclusivos para jogar esse e outros finais, além de outros temas de fundamental importância para a sua evolução.

 

Qual é o melhor jogador de finais da história? Deixe sua opinião nos comentários.

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