Um Pouco Mais do Romantismo do Biel Chess

Como diria o Lulu Santos na música “O último romântico”:

Só falta te querer

Te ganhar e te perder

Falta eu acordar

Ser gente grande pra poder chorar

 

E nossos “últimos românticos” (veja a notícia anterior, clicando aqui, e entenda do que estamos falando), David Navara e Richard Rapport, na sexta rodada do tradicional Biel Chess Festival, na Suíça, já podem acordar – e “Ser gente grande pra poder chorar”.

Navara, de brancas, numa variante das trocas da Defesa Ortodoxa, permitiu, contrariando seu estilo, ao nobre Sir Michael Adams um vantajoso sacrifício de peça por três peões (posteriormente, quatro peões). A avalanche de peões negros terminou com um singelo golpe final. Good Save the Queen, Sir Adams.

[Michael Adams: 50% dos pontos]

 

Nosso Bad Boy, Rapport, de brancas contra o polaco Radoslaw Wojtaszek, jogou – parodiando o GM Bent Larsen em suas antigas colunas numa extinta revista argentina – interessante e mal. Desviou a linha principal da Defesa Ragozin do Gambito da Dama, jogando 5. Cbd2 (em vez de 5.Cc3), com um toque de catalã 9. g3. Se o erro foi na abertura ou no meio jogo – ou na cor da tinta…

 

Na partida menos “romântica” da rodada, Pavel Eljanov e Maxime Vachier-Lagrave empataram – mas não sem emoções. Quando Eljanov estava quase perdido, chegando a perder duas peças por torre para tentar aliviar a pressão, Lagrave começou a jogar muito mal e permitiu forte contra jogo das torres e acabou por devolver a vantagem e dividindo o ponto.

Portanto: derrota de nossos românticos…

Após 6 rodadas, e faltam 4 para o término, a classificação agora aponta três jogadores com 3,5 pontos: Lagrave, Wojtaszek o romântico Navara; Adams 3,0; Eljanov 2,5; e o nosso literalmente “último romântico” Rapport com 2,0.

E que venha mais “romantismo” nas próximas rodadas – mas com moderação (ou não).

 

Site Oficial: Biel Chess Festival

Fonte: Chessbase

 

Escrito por Equipe Academia de Xadrez Rafael Leitão em 26.07.2015

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