Quesada Vence o Mercosur e Mareco na Hebraica

Além das devidas diferenças entre Brasil e Argentina (afora a língua e o número de taças na Copa do Mundo de Futebol – 5 x 2 para nós), enquanto na primeira rodada da Copa América de Futebol, ocorrida neste final de semana, eles bateram na trave e nós conseguimos consertar a lambança da nossa zaga, no xadrez “nuestros hermanos” levaram a melhor.

A começar pela XIX Copa República Argentina – válida para norma de MI, que foi vencida pelo o MI argentino Lucas Liascovich. O (já não mais tão) jovem representante brasileiro, João Danilo Mandetta, conseguiu bom desempenho com a quarta colocação (5,5 pontos em 9,0 possíveis – 4 vitórias, 3 empates e 2 derrotas) e quase (por meio ponto!) não trouxe a norma de MI para cá. Mandetta finalizou a sua participação adiantando a última rodada, contra a WMI Marisa Zuriel – partida que acabou em empate. A vitória lhe daria a norma: bateu na trave! Contudo, Danilo conseguiu ultrapassar no live rating a marca dos 2300 (2310, na verdade) e já pode se considerar o mais novo MF do Brasil (sil-sil-sil – como ele mesmo disse em sua página pessoal do Facebook). Parabéns Danilo e boa viagem de volta – além das batalhas no tabuleiro, o novo MF vai fazer o trajeto Buenos Aires-São Paulo de ônibus (quase dois dias e duas noites de viagem).

Já no XIX Magistral Internacional Copa Mercosur, o MI Evandro Barbosa e o GM Krikor Mekhitarian viveram situações bem opostas: Evandro não conseguiu ter vida fácil e ficou bem distante da norma de GM – amargando a penúltima posição e vivendo a pressão típica de “la bombonera” (o mitológico estádio do Boca Junior); já Krikor ficou em segundo lugar, com 8 pontos, atrás apenas do campeão do Torneio, o GM cubano Yuniesky Quesada, com 9 pontos.

O confronto entre campeão e vice aconteceu na 10ª rodada e foi classificado pelo brasileiro nas redes sociais como um “empate morno”. Eles jogaram a variante berlinesa da Ruy Lopez.

Destaque para a vitória de Krikor na oitava rodada contra o novo, e jovem, GM argentino Alan Pichot, de apenas 16 anos e que ficou em terceiro lugar na classificação geral. Krikor utilizou uma ideia rara na Defesa Zaitsev da abertura Ruy Lopez, jogada em algumas partidas por correspondência – demonstrando, mais uma vez, sua temida preparação teórica (veja a partida aqui).

Enquanto isso, em terras tupiniquins deu Argentina! O VIII Magistral da Hebraica terminou com a vitória do GM argentino Sandro Mareco, com 6,5 pontos – mesma pontuação do GM cubano Neuris Delgado, mas com melhor critério de desempate para o argentino.

O melhor brasileiro foi o MI Roberto Molina, com 6,0 pontos – devidamente uniformizado com a camisa da seleção… Argentina!

A longa partida Neuris x Molina foi decisiva para as primeiras posições da tabela, mas, infelizmente, não a favor do brasileiro – que mesmo com a estranha abertura do GM cubano (Neuris, regularmente, costuma fugir da teoria pesada), não conseguiu resistir à pequena (mas permanente) vantagem das brancas. Seguindo a tabela tivemos MI Luis Paulo Supi (5,5); MF Renato Quintiliano (5,0); CM Vitor Roberto Carneiro (4,5); MF Mateus Nakajo Mendonça (4,5); GM Cubas José Fernando (3,0); MF Bernardo Sztokbant (2,0); e MI Luis Ernesto Rodi (1,5).

 

Torneios da Argentina: aqui.

IRT Hebraica (ChessResults): aqui.

 

Escrito por Equipe Academia de Xadrez Rafael Leitão 15.06.2015.

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