Os 10 Melhores Enxadristas de Todos os Tempos

Os 10 Melhores Enxadristas de Todos os Tempos

Os 10 Melhores Enxadristas de Todos os Tempos

Sim, eu sei. Listas são sempre polêmicas. Ninguém concorda e em casos extremos amizades são desfeitas. Já vi parentes próximos se bloquearem no facebook (sinônimo em tempos modernos para: nunca mais vou falar contigo) porque um ousou dizer que Cristiano Ronaldo é melhor que Messi.

Também já li por aí que é impossível comparar gerações. Que o esporte evolui. Que um era mais talentoso, que se outro tivesse nascido não sei onde seria o melhor de todos, que se não bebesse cachaça no café da manhã desde os 15 anos seria imbatível etc etc.

Enfim, listas são algo pessoal. Tão pessoal, na verdade, que em algumas Maradona está na frente de Pelé. Nesse caso, pessoal e irracional.

Sei de tudo isso e assumo os riscos. Senhoras e senhores, apresento a minha lista, pessoal e intransferível, dos 10 melhores enxadristas de todos os tempos. Que rufem os tambores!

Mas, antes que mais alguém venha me xingar nos comentários por conta dessa lista, uma nota de esclarecimento: só entra aqui quem foi oficialmente campeão mundial, começando com Steinitz. Não venham me falar em Morphy, Philidor, Leonardo da Vinci, Ruy Lopez, Tutankamon ou até mesmo aquele colega do seu vizinho que joga “super bem”.

Que rufem os tambores novamente…

10- Emanuel Lasker

 

Lasker foi o segundo campeão mundial, tirando o título de Steinitz. Além disso foi matemático, filósofo e amigo pessoal de Albert Einstein. Até hoje o campeão a ficar mais tempo com a coroa: 27 anos (de 1894 até 1921, quando foi derrotado por Capablanca).

Para muitos ele era dono de um estilo de jogo “psicológico” no qual ele jogava contra as fraquezas do adversário. Mas a verdade é que ele foi um grande estrategista e um dos melhores enxadristas da história.

Uma das melhores partidas de sua carreira foi a magnífica vitória contra Capablanca, no torneio de São Petersburgo 1914. O conceito utilizado na partida com o lance 12.f5! até hoje é estudado por jogadores de todos os níveis.

9- Mikhail Botvinnik

 

Considerado o grande patriarca da Escola Soviética de Xadrez, se é que algo assim realmente existe ou existiu.

Para muitos ele deveria estar na primeira metade dessa lista, mas acredito que o nono lugar está de bom tamanho. Sua contribuição para o xadrez é gigantesca, ainda que tenha sido um campeão mundial pouco ativo. Mas tanto Karpov quanto Kasparov passaram por suas mãos, fazendo sua contribuição para o xadrez maior ainda.

Seu método científico de análise e preparação estava muito à frente do seu tempo. Para saber mais sobre esse grande enxadrista, leia nosso artigo: Grandes Enxadristas: Mikhail Botvnnik.

8- Vladimir Kramnik

 

Alguns podem contestar se Kramnik realmente pode ser considerado um campeão mundial. Afinal, em 1998, ele perdeu o match contra Alexey Shirov, que deveria ter jogado o match pelo título.

Mesmo torcendo o nariz para a forma com a qual ele acabou jogando, (escolhido pela organização) não podemos negar que ele foi o único jogador a vencer Kasparov em um match. E sem perder uma partida!

Além disso, está consistentemente entre os 5 melhores enxadristas do mundo há mais de 20 anos. Sua contribuição para o desenvolvimento do jogo é enorme, com suas partidas clássicas, posicionais, harmônicas, que mostram como o xadrez deve ser jogado. Vamos até perdoar o fato de ele ter popularizado em todos os níveis a irritante Defesa Berlinesa!

Por todos esses motivos, Kramnik merece o oitavo lugar na minha lista. Veja aqui uma das suas grandes vitórias contra Magnus Carlsen.

7- Viswanathan Anand

Um dos grandes rivais de Kramnik, Anand está entre os 5 melhores do mundo há cerca de 25 anos. Jogou um match dramático contra Kasparov em 1995, mas o jogo e os truques psicológicos do “Ogro” provaram ser demais para ele.

Anand é um dos grandes talentos “puros” do xadrez . Em sua juventude vencia partidas de fortíssimos grandes mestres gastando não mais do que 10 minutos para a partida toda.

Não é difícil presumir sua força em partidas de ritmo mais rápido, fato que pude comprovar pessoalmente quando ele disputou um Super Torneio no Brasil em 2004. Pelo menos consegui empatar uma das partidas com ele!

Anand tirou o título de Kramnik de forma convincente em 2008 e teve que ceder para a força imparável de Magnus Carlsen em 2013.

Certa vez perguntei para Dvoretsky por que o seu pupilo predileto (Yusupov) não tinha conseguido chegar e campeão mundial. A resposta foi: ele não era um gênio, como o Anand.

O indiano segue mostrando sua classe enxadrística mesmo com 47 anos, ainda lutando de igual para igual com a nova geração, como fica claro nessa brilhante vitória recente contra Caruana.

Por todas essas razões, Anand merece o sétimo lugar na minha lista.

 

6- Anatoly Karpov

Karpov foi campeão mundial durante 10 anos, de 1975 a 1985, quando perdeu o match para o jovem Kasparov, em um momento no qual não estava claro qual dos dois era realmente o melhor enxadrista.

10 entre 10 fãs de xadrez lamentam o fato de o match Fischer x Karpov nunca ter ocorrido. Eu tive a chance de fazer essa pergunta pessoalmente para ele (Karpov veio várias vezes ao Brasil e eu já o enfrentei em 3 ocasiões). Ele me disse que teria por volta de 40% de chances de vencer o match.

Karpov era frio, com nervos de aço, dono de um estilo enigmático, no qual o mais importante era não dar qualquer atividade para o adversário. E foi se tornando um jogador cada vez mais forte depois que se tornou campeão mundial.

Veja aqui uma das grandes vitórias da carreira de Karpov.

 

5- Magnus Carlsen

 

É muito difícil escrever sobre alguém que ainda está em plena forma, com toda uma brilhante carreira ainda adiante. Magnus Carlsen tem apenas 26 anos, mas já merece estar entre os 5 melhores enxadristas da história.

Dono de um talento impressionante (alguns, de forma exagerada, o chamaram de “O Mozart do Xadrez”), ele vem assombrando o mundo desde tenra idade, sendo um dos mais jovens grandes mestres da história.

Além de tudo isso, é preciso destacar que Magnus revolucionou o xadrez. Antes dele o jogo era dominado por variantes de abertura analisadas por computador, com a maioria dos grandes mestres da elite estudando linhas até o lance 20 (alguém se lembra do ridículo match entre Kramnik e Leko, com várias partidas terminando em empate rápido e os jogadores culpando a preparação moderna de aberturas?).

Carlsen mostrou que o jogo pode – e deve – ser vencido no tabuleiro. Ele quase nunca ganha partidas por conta de preparação de abertura e deliberadamente procura caminhos pouco teóricos.

Até onde ele poderá chegar nessa lista? Apenas o tempo irá dizer. Veja aqui uma recente vitória de Carlsen contra um dos seus grandes rivais.

 

4- José Raul Capablanca

 

O que dizer sobre a mitológica figura do cubano José Raul Capablanca? Tanta coisa já foi escrita sobre ele que fica difícil separar a lenda da realidade. Dizem que aprendeu a jogar xadrez com apenas 4 anos, observando o pai jogar. E muitos afirmam que ele só perdeu para Alekhine porque tinha certeza absoluta que iria vencer e não se preparou adequadamente.

O fato é que ele é (provavelmente) o maior talento natural da história do jogo. Mas esse talento incrível tornou as coisas, digamos, fáceis demais pra ele. Por esse motivo ele nunca precisou se esforçar muito. Se tivesse aliado ao talento a disciplina de um Kasparov ou de um Alekhine, poderia ter sido o maior da história. Por esse motivo, está atrás de seu arquirrival na minha lista.

Para saber mais sobre a vida desse genial enxadrista, leia nosso artigo completo sobre a vida de Capablanca.

 

 

3- Alexander Alekhine

 

Muitos vão reclamar de Alekhine estar na frente do Capablanca nessa lista. Mas a lista não é dos jogadores mais talentosos apenas. Um grande enxadrista é formado por várias qualidades. E capacidade de trabalho é uma delas.

A contribuição de Alekhine para o xadrez é maior do que a de Capablanca. Talvez por não ter o mesmo talento, ele teve que trabalhar duro. E acabou construindo os pilares do que seria a preparação moderna.

Seu estilo de jogo estava muito à frente do seu tempo. Ele foi capaz de subverter regras de xadrez posicional graças ao seu poder de cálculo concreto – para ele tudo precisava ser avaliado conforme as características únicas de cada posição.

Não é à toa que Alekhine é o grande ídolo de Kasparov. E a semelhança entre o xadrez de ambos é notável.

Por todos esses motivos, Alekhine merece estar entre os top 3.

Veja aqui uma das suas grandes vitórias, considerada uma das melhores partidas da história do xadrez.

 

2- Garry Kasparov

 

Já imagino muitos fãs do “Ogro de Baku” se descabelando, incrédulos: “Como assim, Kasparov na segunda posição?”. Sim, de acordo com os números, ele foi o melhor de todos. Um talento extraordinário, um visionário, um estilo de jogo que produziu partidas espetaculares.

O jogador com a melhor preparação de aberturas da história do jogo e também o que soube fazer a transição para a era do computador à perfeição.

Mas números não são tudo e antes que mais alguém aí reclame: essa lista é a minha! Não se trata de um tratado imutável, escrito em pedra.

Ele também foi um exímio estrategista. Quando enfrentou Karpov no primeiro match, Kasparov ainda era um jogador imaturo. Em pouco tempo o match estava 5-0 para Karpov (então campeão mundial). O match terminaria com a sexta vitória. O que Kasparov fez então foi absolutamente brilhante. Começou a jogar sólido (contrário ao seu estilo), imitando as aberturas de Karpov e foi prolongando o match. Com isso ocorreu a maior sequência de empates da história dos campeonatos mundiais e o duelo acabou suspenso depois de meses batalha, quando o placar já estava 5-3. Um novo match foi marcado e Kasparov venceu. O resto é história.

Sua contribuição para o desenvolvimento do jogo é inigualável. Ele mostrou um entendimento superior das posições com desequilíbrio material e com a iniciativa. Tal qual Alekhine, buscava a jogada mais enérgica desde o primeiro lance. Suas partidas na Najdorf, Índia do Rei, Inglesa e Peão Rei em geral até hoje são modelos para essas aberturas. Nenhum outro jogador empregou tantas novidades teóricas.

Mesmo com tudo isso ele é o número 2 na minha lista. Porque ninguém até hoje conseguiu superar os feitos de…

 

1- Bobby Fischer

 

Não tenho dúvida, Fischer foi o melhor de todos. Muitos torcem o nariz para o gênio americano por ele ter se tornado cada vez mais problemático com o passar dos anos, até chegar a um nível de loucura quase demencial.

Mas o que eu analiso aqui é a carreira dele no universo das 64 casas do tabuleiro. E nesse mundo ele foi brilhante.

Um talento precoce e um caráter de campeão fizeram com que Fischer se tornasse grande mestre aos 15 anos (algo impensável naquela época). Ele era um fanático pelo jogo, capaz de jogar e analisar posições de xadrez em todos os momentos.

Fischer era uma personalidade misteriosa, capaz de se retirar de um Interzonal quando estava liderando e de sumir dos torneios durante um longo período. Muito se especula sobre o que ele teria feito entre 1968 a 1970, quando praticamente não jogou xadrez.

Mas o que ele fez depois disso não tem paralelo na história do xadrez. Arrasou seus adversários um por um, começando por Petrosian no match URSS x Mundo (ganhou por 3×1), passando pelo Interzonal em que terminou a quilômetros de distância do segundo colocado. Em seguida, no Torneio de Candidatos, 6×0 em Taimanov e Larsen, 6,5 a 2,5 contra Petrosian – com 4 vitórias seguidas, quem seria capaz de tal feito contra Tigran?. No “match do século acabou vencendo facilmente Boris Spassky, mesmo depois de perder a primeira partida em posição empatada e a segunda partida por WO.

E depois disso…vazio. Fischer não quis defender seu título contra Karpov. Muitos anos depois jogou outro match contra Spassky, mas já não era o mesmo.

O homem que sozinho foi capaz de acabar com a hegemonia soviética no xadrez passou como um furacão pelos tabuleiros. Arrasou os adversários e depois sumiu.

 

Essa é minha lista dos 10 melhores enxadristas da história. Que comecem as reclamações!

 

 


 

Escrito pelo GM Rafael Leitão em 18.09.17

 

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Comments ( 75 )

  • FCO REGIS

    posso ate não concordar na ordem, mas acho que os 10 são realmente esses. mas o que mais concordo com você é Fischer ser o numero 1 !! um gênio absoluto, um estilo universal, ora joga ataques precisos e cheios de tática como alekhine,kasparov,morphy.. ora joga com uma estrategia predominante como : capablanca, lasker. karpov.. eu nao sei nem classifica-lo como estratégico ou tático, porque as partidas diferem demais, ele ta sempre jogando das duas formas e as vezes na mesma partida mesclando os estilos.. não tinha computador, não tinha terceiros, não tinha livros ai estudou russo pra poder estudar livros russos e entender o que eles falavam nos bastidores dos torneios.. jogava relâmpago super bem.. fez inúmeras contribuições na teoria de aberturas , jogava bem abertura, meio jogo , finais… não tinha frescura psicológica ( eu acredito nos bons lances..) o cara chegava e ganhava.. numero 1, simple the best ( e melhor que todo o resto..) merece a musica da tina tunner tanto quanto airton senna..

  • Fcoregis

    PS : faltou o Tal, o mago de Riga…tira um ai e substitui..kkkkkkk

  • Milton Angelim

    Faltou o tal do Tal. Fora Kramnik!

    • Rafael Leitão

      Confesso que colocar o Tal seria perfeitamente possível também…

  • Alex

    Acredito que Alekhine fugia de confrontos com Capablanca porque sabia que perderia dele…Isso por si já me convence de troca-los de lugar na lista. Além dessa, a posição que discordo é do Fischer, que não aceitou encarar o Match contra Karpov…ele vislumbrou a força de Karpov no Torneio de candidatos e não quis provar que era melhor. Kasparov deve estar em primeiro, pois enfrentou varias gerações fortes, na era dos computadores, bateu todos os Rivais e saiu no auge após 20 anos. Senti também a falta do TAL nessa lista.

  • Fabio Savian

    Excelente lista GM Rafael !! Talvez o Magnus baterá todos os recordes, só o tempo dirá! Abraço

  • Newton

    Eu incluiria nessa lista Paul Morphy (um gênio muito a frente do seu tempo) e tbm M. Tal

  • H Gomes

    Cadê Tal? Hehe…

    Eu li a lista esperando um Tal de bônus… Hehe….

    • Rafael Leitão

      Realmente talvez pudesse arrumar uma vaguinha para o Tal…mas tirar quem?

      • Thiago Souza

        Pra colocar Tal, você tira qualquer um rsrsrsrssrs

        • Ra

          é verdade, faltou o nosso mago de riga

  • Artreiro

    Concordo mas eu tiraria o Magnus acho que ele é da atualidade e não de todos os tempos e kraminick ele é muito bom mas não pra essa lista,e botaria Mikhail Nekhemievich Tal, e Euwe.

  • Carlos americano

    Na minha humilde opinião, acho que você deveria mostrar uma lista dos 10 melhores enxadristas antigos e os 10 melhores atuais.

  • Leandro

    Kramnik é o melhor de todos os tempos
    Adolf Anderssen …. gênio

  • D11

    Faltou nessa lista o gênio criativo do saudoso Ricardo Name, confessa que vc levou um tempo pra entender o que estava acontecendo quando ele jogou Rf2 naquela Índia do Rei, hein?

  • Henri

    Pra mim, foi uma piada esta lista, o covarde Fisher em primeiro e o Botvinnik em nono.

  • Roberto

    Já que as polêmicas estão liberadas: Kasparov nunca seria o que é sem o desafio que Karpov lhe impôs. E, cá no meu imaginário, quando Fischer percebeu do que Karpov era capaz, achou melhor desistir e se tornar uma lenda. Assim, o russo conseguiu ser campeão mundial só olhando feio para o adversário. Foi campeão dos Candidatos inúmeras vezes; e tornou a ser campeão mundial (desta vez, porque Kasparov saiu correndo para outra federação). É o melhor da história, sem dúvida.

  • Adriano Apolinário

    Adorei a lista ao ver o Alekhine (ele foi campeão? Achava que não) e, em primeiro, Fischer! Fiquei curioso de saber sua opinião sobre o aclamado Tal.

    • Rafael Leitão

      Colocar ou não Tal na lista foi minha maior dúvida.

  • Thiago

    Nas palavras da jornalista Lidia Satragno sobre Bobby:

    “Muito acima do fato histórico de ter sido o primeiro estadunidense que rompeu a hegemonia soviética nos tabuleiros, foi o melhor enxadrista de todos os tempos. E o dono de uma legenda, que ele mesmo se encarregou de nutrir: sem palavras; no mais impenetrável dos silêncios…”

  • Wagner marinho

    Karpov merece mais que um quinto. Tal poderia ter uma vaguinha.. mas fischer numero 1? como disse seirawan em seu excelente livro duelos. como coloca-lo como o melhor se ele nao se manteve no topo? Alias por quantos anos ele foi o numero 1 ?talvez ele ja fosse o mais forte entre 1970 e 1972..e posteriormente. Mas não teve coragem para se sentar frente a nova geração como fizeram tantos outros…

    • Alex

      Concordo! Fischer foi o melhor do mundo disparado entre 1970 a 1972…mais depois disso não aceitou encarar o Karpov que tinha derrotado com facilidade o seu eterno rival Boris Spassky. Karpov foi o recordista de torneios conquistados entre os campeões mundiais. Quando ele surgiu acabou a fase da geração anterior, basta ver que em toda a carreira de Spassky, ele obteve apenas duas vitórias contra Karpov em 39 jogos. Karpov só deixou o topo quando surgiu outro Gênio. Chegar no topo é uma coisa e se manter é outra bem mais complicada e Kasparov fez isso por 20 anos!

  • Wilson Barros

    Concordo com tudo. Mas não dá pra acrescentar meu ídolo, Petrosian, na posição 0 (zero), rsrs?

  • Moisés

    Acho que Lasker, Capablanca, Fischer, Karpov, Kasparov e Carlsen são os melhores de todos os tempos, acho muito difícil dizer qual deles é o melhor, a precisão de suas jogadas é impressionante. São jogadores que se equivalem, melhor que esses caras só eu quando estou chapado, kkkkk.

  • Wagner

    Na minha opinião Kasparov e Karpov estão entre os 03, sendo que GK é o número 01 de todos os tempos. Sinto a falta de Misha.

  • Luís Romano

    A minha lista seria certamente diferente, mas concordo com uma coisa: Fischer foi de longe o melhor de todos os tempos!

  • Jaime Stone

    Sim falamos dos melhores enxadrista de todos os tempos, não podem ficar de fora Morphy nem Tal. Tiro Anand e Kramnik

    • Rafael Leitão

      Morphy está de fora pelo critério apresentado na primeira parte do artigo (apenas Campeões Mundiais desde Steinitz).

  • Reginaldo Benedito Dias

    A eleição de Fischer como o maior de todos os tempos esbarra nos próprios critérios utilizados para compor a lista. Como ele parou de jogar depois de conquistar a coroa, fica em desvantagem na comparação, por exemplo, com Kasparov, que foi o número 1 por duas décadas e não teve receio de submeter ao escrutínio dos combates. No verbete sobre Alekhine, está escrito: “Mas a lista não é dos jogadores mais talentosos apenas. Um grande enxadrista é formado por várias qualidades. E capacidade de trabalho é uma delas”. A ascensão de Fischer pode ter sido incomparável, mas sua contribuição como campeão foi prejudicada por suas idiossincrasias, visto que, na prática, parou de jogar. Um campeão precisa se submeter ao escrutínio dos combates com seus pares. Foi o que fez, por exemplo, Kasparov, que foi o número 1 por duas décadas sem se esquivar dos combates. Não sei qual deveria ser a posição de Karpov, mas é justo dizer que ele se manteve como número 1 ou número 2 por um quarto de século. Não é pouca coisa. Em todo o caso, nada contra a lista. Elas existem para fomentar o debate.

    • Dorli

      Reginaldo, concordo em gênero, nr e grau!
      P/mim Kasparov é o primeiro e ponto final… depois segue a ordem colocada que está muito boa.
      Vejam só, 20 anos no topo, começando imaturo e derrubando o grande Karpov que estava no auge. Nesta fase teve vários match KxK e Kasparov ganhou todas. Parou por 20 anos e agora voltou dando show.
      Não há o que discutir, Kasparov é nivel Senna e Mike Tyson!!

  • Luiz T

    Apesar de gostar do estilo do Kramnik acho não deveria estar entre os 10. Tal ou Smyslov deveriam estar nesta vaga aí.

    Vai uma dica de lista Rafael. Numa próxima lista gostaria que você colocasse os 10 que não foram campeões mundiais mas mereceriam ser!

    • Gustavo Aguiar Rocha da Silva

      Prezado Luiz T: nessa lista “dos que não foram campões mas mereciam ser” sugiro desde já três nomes: Morphy, Korchnoi e Keres e desde já considero Keres melhor do que Korchnoi, o que o próprio Korchnoi admitiu em “Chess is my Life” quando afirmou que perdia para Keres com irritante regularidade. Um abraço.

  • Frederico Simões Soares

    GOSTEI DA LISTA Rafael. Claro que aqui e um ambiente para debates saudáveis a respeito do universo do xadrez e como tal poderia ter outros nomes que deram a sua contribuição ao jogo. MAS E MUITO CONVINCENTE TODOS A ORDEM DE CAMPEOES DA LISTA ABRAÇO!

  • Lindomar

    Bom, então vamos ver por onde começamos. Eu jamais colocaria Alekhine a frente de Capablanca simplesmente pelo fato de que ele correu que nem um guepardo do Capablanca depois que o venceu na disputa do título mundial. Inclusive se recusava a disputar torneios em que Capablanca participasse. O brilhante cubano menosprezou Alekhine, isso é verdade, e sua derrota chocou o mundo porque ele era considerado uma máquina invencível de jogar xadrez, mas eu acredito se houvesse uma revanche e Capablanca se preparasse ele daria um troco. Capablanca tinha um estilo único, parecia que ele empurrava o adversário ladeira abaixo sem que este percebesse. Seu jogo era simples e lógico, suas habilidades em finais eram míticas. Pra mim ele está entre os 3 maiores de todos os tempos e cabe discussão sobre quem foi o maior. Quanto a Kasparov em segundo e Fischer em primeiro, bom, não vou dizer que é pecado, pois os feitos de Fischer ao destronar os jogadores soviéticos metendo 6×0 duas vezes no torneio de candidatos, 6,5 a 2,5 no Petrosian e a vitória contra Spassky, entretanto temos que considerar que Kasparov teve uma carreira muito mais longa, esteve sempre enfrentando grandes desafios, enquanto Fischer correu do Karpov, mesmo que tenha sido por algum outro fator que não tenha sido o medo de perder. Eu acho que Kasparov teve uma carreira mais expressiva que Fischer, mas ambos são ídolos de gerações de jogadores, então deixa como está. Agora o principal erro, tudo bem que eu nunca fui campeão mundial, mas essa lista não tem nenhuma credibilidade sem o meu nome. Fui tri-campeão de xadrez da Metalúrgica Riosulente, ganhei o torneio regional do Sesi em SC, fiquei em quarto nos jogos estaduais do Sesi em SC porque bebi umas 5 cervejas antes das rodadas finais e isso me prejudicou um pouco, e no pingão da banca da praça aqui de Itaúna-MG ninguém ganha de mim…rs.

    • Rafael Leitão

      Tirando a parte final, excelentes considerações rsrs.

  • Lindomar

    Rafael, se o Carlsen arrancou os cabelos da cabeça com aquela combinaçãozinha do Bu na Copa do Mundo de 2017, como ele se saria frente aos complexos sacrifícios do Tal? rs

    • Rafael Leitão

      Tem sentido 🙂

  • Josué Alves

    Coerente a lista e muito bem fundamentada, mas eu tiraria Kramnik e Anand e colocaria Steinitz e o genial Paul Morphy (eu sei é só os campeões mundiais “oficiais”) mas eu não consigo imaginar Morphy sem ser campeão mundial ele apenas humilhou e derrotou todos seus oponentes com magníficos sacrifícios (muitos o consideram tático mas era um estrategista posicional e excelente finalista) mas isso para muitos é apenas um detalhe…. Minha lista seria: 1) Capablanca – 2) Bob Fischer – 3) Morphy – 4) Magnus – 5) Kasparov – 6) Alhekine – 7) Lasker – 8) Botvinnik – 9) Karpov – 10) Steinitz

    • Rafael Leitão

      Ótima lista!

    • Valdemagno Silva Torrss

      Dr. Max Euwe vai ficar fora da lista???

      • Rafael Leitão

        Com certeza.

        • Fcoregis

          Euwe é o unico “campeao mundial” que nao merecia.. é um titulo comprado… alekhine pegou a grana e perdeu, ia pro torneio bebado.. depois no outro ano, conforme contrato, foi lá pegar o titulo de volta… quem tiver duvida é só ir checar a historia do xadrez. e quem ainda tiver duvida é so ver o resultado no torneio de zurich 53, classificatorio pro titulo .. max euwe, penultimo.. kkk

  • Artreiro

    Gente defendendo um pouco Rafael que teve coragem de expor a opinião dele em algo tão controverso,Bob merece sim o primeiro lugar talvez o maior gênio de todos os tempos só que era doente,o que se chama hoje em dia de síndrome do pânico e toque,e foi protagonista de um dos maiores jogos da história alem de lutar contra os adversários ele lutaca contra a doença,ele era tão admirados pelos seus adversários que muito concordavam com suas exigências muitas vezes descabidas e quando deixavam ele a vontade ele fazia o de melhor jogar um xadrez genial ,contra Karpov ele devia tá no pico da sua doença,Bob é genial um ícone merece sim o 1*lugar

  • Vazken

    Acredito que Petrosian certamente tem um lugar entre os dez melhores. Até hoje muita gente nem consegue compreender certos conceitos que ele usava rotineiramente, como o sacrifício posicional de qualidade, ou estratégia de casas de côr, e outros.

  • Marco

    Excelente lista. Sou apenas um empurrador de madeira, mas sempre gostei de Smyslov. Jogava simples e suas partidas uma aula . Um verdadeiro professor.

  • Carlos Ferrero

    Maradona na frente de pele irracional?..mas fischer de 2 anos na fte de kasparov por 20 pode…tendi…kakakakka

    • Ronaldo T Cardoso

      Estamos falando de xadrez, o que gera polêmica, mas o futebol, NÃO!

  • Reynaldo Carvalho

    Para mim os três primeiros são:
    1) Kasparov.
    2) – Carlsen (por enquanto; será o melhor de todos os tempos em breve).
    3) Karpov.

  • Rafael Dias

    Eu tenho gostado muito do método CAPS (do chess.com) para medir força dos jogadores. Coloca uma régua única (as engines modernas de xadrez) para todos e vê quem se aproxima mais da “perfeição” analisando cada movimento de cada jogo. E aí o Carlsen aparece isolado na frente. Podemos pesar também o histórico: como alguém comentou acima, o tempo em que esteve no auge e o escrutínio dos colegas através das disputas (onde ele argumentou que Kasparov fica assim à frente de Fischer). Levando em conta essas duas dimensões, eu colocaria Kasparov em primeiro e Carlsen em segundo, com Fischer em terceiro.

    • Um bom tema para discutir aqui seria: a análise dos computadores são verdades absolutas? Digo isso porque canso de ver o computador afirmar algo em suas análises e os GMs discordarem. Por exemplo, tivemos uma recente brilhante vitória do Anand sobre o Wesley So em que o Anand sacrificou um cavalo por um forte ataque em que o computador dizia que So estava melhor, mas todos os jogadores que vi comentando sobre essa partida disseram que na prática não é bem assim, que era muito difícil defender o ataque do Anand. Recentemente, na Copa do Mundo, Ivanchuk jogou um 10…c5 de pretas contra o Aronian onde as engines consideravam o melhor lance a ser jogado, entretanto todos os comentaristas e inclusive o Aronian disseram que ele errou feio ao fazer esse lance. Eu sei que taticamente o computador não erra, mas a questão é: apenas análise tática é o suficiente para determinar quem está melhor? Porque é quase senso comum que o c5 de Chuck foi um blunder e o computador diz que não foi? E diante desse raciocínio, é correto dizer que Carlsen é o melhor simplesmente porque ele tem o percentual mais alto de lances indicados pelo computador? Acho que não. Sem falar que seria injusto com todos os jogadores do passado que não tinham computadores para se preparar. Antes um Fischer na década de 70 fazendo 80% dos melhores lances segundo as engines do que um Carlsen com 90% nos anos atuais, onde ele mesmo já disse que usa e abusa de preparação com computadores.

  • Gustavo Aguiar Rocha da Silva

    Prezado Rafael: excelente lista. Claro que não concordo com todos os nomes respectivas posições mas, em primeiro lugar, a lista é sua e em segundo, quem sou eu, capivara militante e juramentado para dar palpite? Achei estranhas algumas reclamações dos leitores quanto à inclusão de Kramnik porque sobre ele ouvi muitíssimos elogios. Quanto a Fischer, está acima e além de todas as listas. Há um comentário dele sobre seu jogo que, bem a seu estilo, diz tudo de maneira seca, curta e grossa: “When I was eleven I got good”. Sem qualquer dúvida!! Grande abraço e até amanhã.
    PS: D. Byrne vs Fischer, Rosenwald Cup 1956 e R. Byrne vs Fischer, USA Champ. 1963/64 são duas partidas que jamais canso de estudar.

    • Rafael Leitão

      Obrigado pelas palavras! Essas duas partidas são realmente sensacionais.

  • Júlio

    Não vou questionar a ordem, mas o top 3 tem que ser entre Kasparov, Karpov e Fischer, afinal se Kasparov não tivesse aparecido talvez o Karpov tivesse ficado 25 anos como campeão mundial (de 1975 a 1985 quando ele perdeu para o Kasparov + o 15 do Kasparov pois durante essa época ele foi o segundo melhor sem comparação). E o Tal? Quem não gosta dele, talvez não seja o melhor, mas com certeza é uns dos mais carismáticos!

  • Paulo

    Gosto pessoal não se discute, mas critérios acredito que sim, e acho que pelos critérios para classificar cada jogador, Fischer não estaria no topo, pois Botvinik, Kasp, Karp , Alekhine, entre outros estariam a frente dele…talvez ele foi um mágico por 2 anos assim como Tal tb foi, eu por exemplo prefiro Tal e Keres, esse apesar de não ter sido campeão.

  • JÉSUS

    Não concordo com Fischer em 1º. Ele não foi o melhor jogador da década de 60.No inicio dela os melhores eram Tal campeão em 1960 e o Petrosian em 63, a partir de 64 o Spassky passa a ser o melhor jogador, mesmo perdendo em 66 para o Petrosian, continuou a ser o melhor até 1970 . A partir daí o Fischer passou a ser o melhor e venceu de forma brilhante em 1972. Antes dessa partida o Fischer nunca havia vencido o Spassky. Após a vitória, ele abandona o xadrez e na opinião da maioria dos historiadores ele teve sim medo da derrota para o Karpov e preferiu perder sem jogar.
    Jamais nego a grande genialidade do Fischer, mas o tempo de permanência dele no topo foi muito curto. Ele não permaneceu para vermos até onde ele conseguiria chegar como campeão mundial.

  • Paulo César

    O maior erro da lista está em colocar Fischer no primeiro, como o maior de todos os tempos! O maior de todos os tempos por mérito é Garry Kasparov. Um jogador de xadrez destemido por natureza que não evitou em enfrentar as máquinas de xadrez valendo sua reputação, porque não tinha que provar mais nada contra jogadores humanos. No final perdeu para a máquina, mas foi valente e brilhante até o fim. Deu sua vida ao xadrez e deu vida ao xadrez! … Sua era passou, não é mais o mesmo no tabuleiro, mas sempre será lembrado como o número um! O segundo erro da lista foi ignorar o Mago de Riga, Mikhail Tal! … Se há um enxadrista que nasceu com um talento bruto, aí está o Tal. Tal foi o único jogador em sua época que Fischer respeitava, porque conhecia o seu talento gigantesco e de quem tornou-se grande amigo!

  • JÉSUS

    Concordo com você, Paulo. Independente da opinião de “a” ou “b”, são os números que Garry Kasparov alcançou em toda sua brilhante carreira é que o credencia a ser o melhor da história até o momento.
    Quanto a Mikhail Tal, ele foi, para mim, o maior talento combinativo de todos os tempos. Talvez ele seria o melhor de todos, mas infelizmente, logo após ser campeão mundial em 1960, ele foi acometido de uma doença renal crônica que afetou enormemente sua capacidade de jogo. Algumas vezes ele teve que abandonar alguns torneios para ser socorrido ao hospital por causa das crises, inclusive em algumas partidas da revanche em 1961 teve febre e acabou perdendo a disputa. Ele foi um dos dois jogadores soviéticos contra os quis o Fischer não conseguiu score positivo e o outro foi Efim Geller que também foi um extraordinário jogador, várias vezes campeão soviético, que era o campeonato mais forte do mundo naquela época.

  • Luiz Gustavo Serpa

    Eu achei a lista ótima, mas tiraria o Kramnik e colocaria no lugar Smyslov. Ambos tem estilo clássico e foram campeões por pouco tempo, mas Smyslov foi o segundo do mundo em 1948 quando Botvinik ganhou o título, empatou o match em 54, ganhou em 57 e perdeu a revanche de 58, tudo contra Botvinik, ficando com a soma dos três Matches empatada. Depois disso permaneceu como candidato até 87!!!! Em 84 ele foi o finalista dos candidatos junto com Kasparov com um pequena diferença de idade, só 42 anos de idade!!! Jogava partidas que foram e são modelos de vitória para estudo quase equivalentes as de Capablanca. Tem inúmeras contribuições para a teoria das aberturas e até hoje um dos melhores estudos de finais de torre. Para merecer o lugar dele o Kramnik precisaria continuar jogando como joga hoje só por uns 20 anos a mais. Bem… mas tudo isso é só minha opinião frente a opinião de um grande mestre e um dos mais talentosos jogadores do Brasil. Parabéns pelo site e continue jogando por muito tempo para elevar o xadrez nacional com sua categoria de duas vezes campeão mundial!!

  • Darlon

    Karpov também tem números impressionantes , além de ser um jogador único. Talvez merecesse subir um pouco…

  • Paulo César

    É verdade, Darlon. Anatoly Karpov, o Tolia, era um fenomenal jogador que estava sendo preparado para vencer Fischer e retomar a hegemonia da União Soviética ao xadrez. Infelizmente esse confronto não aconteceu por evasiva do próprio Bobby Fischer, que fez exigências infinitas para evitar colocar seu título a prova. Fischer estava no auge de sua carreira e não deveria se esquivar de defender o seu título, na verdade conquistado com louvável esforço e dedicação. Na época Tolia vinha crescendo rapidamente e atropelando todo mundo, inclusive Boris Spassky, e se tornou o campeão absoluto da URSS e depois do mundo, até que em 1984 apareceu Garry Kasparov com uma ascensão meteórica rumo ao título mundial, cuja história já sabemos. Sem sinal de dúvida esse foi o maior confronto da história do xadrez devido à qualidade de ambos os oponentes e a diferença dos estilos opostos que representavam, sendo Karpov o ícone da escola estratégica contra o ícone da escola combinativa que era Kasparov. Creio que Karpov deveria estar entre o 4º e 5º da lista.

  • Luiz EP Jesus

    Os jogadores que não possuíam computadores levam desvantagem nas avaliações, é como fazer alguém chegar a um destino a pé e o outro de carro. Deveria fazer duas listas uma com o recurso da tecnologia e outra dos jogadores sem.

    • Rafael Leitão

      Mas o que o computador influi nisso? Você pode julgar por critérios como quem revolucionou mais o jogo, quem foi claramente o melhor do mundo, qual a distância para o segundo lugar na época, quantidade de vitórias nos torneios etc. O jogo mudou de lá pra cá, mas isso não influencia uma lista de top 10.

  • Flávio Cheker

    Muito lúcida e ponderada sua lista. Concordo basicamente com ela, alterando uma ou outra posição.

    • Rafael Leitão

      Obrigado!

  • Felipe de Araujo Lima

    Fala Rafael, tudo bem? Achei excelente sua lista, só mudaria colocando o Kasparov em 1o. lugar. As melhores partidas do Informador, frequentemente, eram as dele. Faço coro com os demais, Mikhail Tal também merecia estar dentro. Faz um Top 11, rsrs.

  • Luiz Gustavo Serpa

    Volto a comentar para fazer lobby por Tal e por Smyslov. Tal, por tudo que foi lembrado mais a maior sequência de partidas invicta entre os grandes jogadores (foram quase 90). Smyslov por tudo que disse acima mais o livro de melhores partidas, aquele editado pela Ibrasa de capa amarela que está no coração de 9 em 10 jogadores brasileiros com minha idade (46) para cima, pois era o melhor livro de xadrez editado em português que não fosse manual (como o do Orpheu Dagostine) com partidas e comentários de alto nível. Faz uma trapaça na lista, mestre!!

    • Flavio Oliveira

      Luiz Concordo com voce em genero numero e grau…

  • Galvão

    Faltou na lista o mais romântico e goleador de todos: Paul Morphy! Nas 10 mais belas partidas de todos os tempos (eis uma sugestão pra uma nova lista) não faltará uma desse gênio!

  • Mauricio

    Isso mesmo. Não tem como Alekhine ser melhor do que Capablanca. Repense a ordem, GM.

  • Mauricio

    É uma tarefa inexequível elaborar uma lista como essa, porque cada jogador viveu em contextos históricos e pessoais diferentes. Então, se a questão é jogar bem, coloque o sr. Stockfish em primeiro. Não? Então há outras coisas em “jogo” que perfilam um jogador de xadrez humano. No entanto, parece muito claro que Fischer deva ser o primeiro da lista. Quem além dele conseguiria se contrapor à fábrica soviética de jogadores extremamente fortes como Petrosian? De qualquer modo, considerando o contexto de cada jogador, Capablanca e Tal se apresentam como gigantes entre os gigantes da história. Tal adotou um estilo que contrariou os princípios do jogo sólido, tornando o xadrez um jogo capaz de cativar a imaginação de pessoas de todos os seguimentos, transitando entre a arte e a ciência. Não concordo com Alekhine ocupando um lugar melhor do que Capa nessa lista admirável.

  • Flavio Oliveira

    Boa noite Rafael.
    Acredito no seu conhecimento e seu talento.
    Jogamos em Fox do Iguaçu quando voce era muito jovem.
    Por isso não deve se lembrar de mim.
    Sobre sua lista tenho duas considerações.
    1) Uma lista sem Tal não pode ser seria, pois ele foi e é o jogador que todos gostariam de ter sido pelo menos uma vez na vida… Não atleta do xadrez mas jogador… Voce fala do Fisher mas esquece do seu comentário sobre sua partida contra TAL…
    2) Fihser pode ter sido um super Mestre… mas como jogador voce usa critérios diferentes pois ele foi um anti-atleta e muito mais paranoico que jogador… Como jogador, atleta e Simbolo Kasparov mostra ao mundo um poder muito diferente.
    Abraços felicidades e parabens por seu trabalho.

  • Joca

    Karpov deveria estar na terceira colocação.

    • Rafael Leitão

      Essa também é a opinião de um renomado GM brasileiro!

  • Paulo Cabral

    Concordo inteiramente com o Rafael, o número um não poderia ser outro senão Bobby Fischer, simplesmente porque ele não tinha nenhum adversário a sua altura. Conforme citado pelo próprio Rafael, ele ganhou 12 partidas seguidas(!) contra dois dos candidatos ao título mundial! Quem consegue repetir esta façanha atualmente? Parabéns ao Rafael pela lista e por sua iniciativa.

  • Pedrão de Oliveira

    Minha lista seria, sem muita convicção : 1) Fischer 2) Kasparov 3) Botvinnik 4) Karpov 5) Tal 6) Lasker 7) Alekhine 8) Carlsen 9) Anand 10) Capablanca. Sou um amador das antigas e lhe parabenizo pelo excelente artigo ! Não posso contestar pois me falta conhecimento dos jogos de Capablanca e de muitos outros. Minha lista é baseada nos estudos de livros e jogos, obviamente muito aquém do GM Rafael Leitão. Parabéns pelo sempre polêmico artigo. Também tentei associar longevidade do campeão na defesa do título com a técnica. Mas é muito difícil.

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