GM Yago Santiago Vence Aberto Do Brasil De Ponta Grossa

GM Yago Santiago Vence Aberto Do Brasil De Ponta Grossa

GM Yago Santiago Vence Aberto Do Brasil De Ponta Grossa

 

Durante os dias 26 a 29 de outubro foi realizado mais um grande torneio do calendário brasileiro. O Aberto do Brasil de Ponta Grossa-PR ofereceu R$ 30 mil em prêmios e reuniu 100 jogadores. Do total, 24 enxadristas eram titulados, sendo sete Grandes Mestres: Sandro Mareco (ARG), José Cubas (PAR), Neuris Delgado (PAR), além dos brasileiros Rafael Leitão, Everaldo Matsuura, Yago Santiago e Evandro Barbosa.

 

Dobradinha Brasileira

GM Yago Santiago (de pretas) foi o único a fazer seis pontos

 

O título da competição ficou com o GM Yago Santiago, único a fazer seis pontos em sete rodadas. Destaque para a vitória contra o GM Everaldo Matsuura, na última rodada. Cinco jogadores fizeram 5.5 pontos, compartilhando o segundo o posto. Pela ordem dos critérios, o vice-campeonato foi para o GM Rafael Leitão, seguido pelos GMs Mareco, Cubas, Delgado e pelo MF Armen Proudian, respectivamente.

Para a alegria da redação e da torcida em geral, foi mais um evento positivo para o GM Rafael Leitão. O vice-campeão do Aberto do Brasil de Ponta Grossa comemorou sua atuação: “neste final de semana completei o meu terceiro torneio do mês de outubro. Há muitos anos não jogava três torneios em um único mês. A soma da premiação total que obtive nesses três torneios também é a maior que já consegui em um mesmo mês de competições no Brasil. Tudo isso renova as esperanças no xadrez brasileiro”, afirma Leitão.

GM Leitão x MF Simon Languidey, mais um torneio positivo para o brasileiro

 

Surpresa no Top 10

Entre os amadores, destaque para o jogador local Antonio Emilio Shibata (1750 de rating FIDE). O enxadrista de 20 anos fez uma performance de 2248, surpreendente para o seu rating, e terminou na oitava colocação geral, ganhando 145,2 pontos no ranking da FIDE. Destaque para o empate com o MI Cesar Umetsubo na primeira rodada.

 

Xadrez Feminino

Entre os 100 participantes, doze guerreiras representaram o xadrez feminino em Ponta Grossa. O destaque ficou para a WMI Regina Ribeiro, única que totalizou quatro pontos nas sete partidas disputadas. Thauane Ferreira Medeiros, Vivian Heinrichs, Pamela Artemis Guimarães, WMF Regina Bonfim Rodrigues e WCM Eymi Montufar fizeram 50% dos pontos.

 

Ponta Grossa x União Soviética

A cidade de Ponta Grossa tem tradição no xadrez nacional e um dos momentos mais marcantes aconteceu no ano de 1991, quando enxadristas locais jogaram um match contra jogadores da União Soviética, liderados por ninguém menos do que Vladimir Kramnik.

Kramnik versão anos 1990, estilo peculiar

 

Os soviéticos estavam na região pois tinham disputado o Mundial Sub-18 na cidade de Guarapuava-PR, a 165 km de Ponta Grossa, vencido pelo próprio Kramnik. Como teriam voo somente 5 ou 6 dias após o Mundial, para eles o match veio em boa hora. A Prefeitura de Ponta Grossa deu suporte ao evento, que ficou sob coordenação de Jonel Nazareno Iurk, além da ajuda dos irmãos Chemin.

Do lado soviético jogaram os seguintes enxadristas: Vladimir Kramnik (Campeão Mundial), Sakaev (2630 de rating FIDE), Onischuk (2667), Aleksandrov (2646), os veteranos MIs Lukin (2423) e Bykhovsky (2386), e as jogadoras Kadimova (2372) e Dubinka. O GM Vitaly Tcheskovsky era o treinador da equipe. O árbitro do evento, V. Postovsky, também foi técnico da equipe soviética e russa em algumas Olimpíadas.

A equipe de Ponta Grossa foi liderada pelo futuro MI Rodrigo Disconzi da Silva e pelo MF Vitório Chemin. Também jogaram o match: Justo Reinaldo Chemin, Álvaro Vasconcelos Copinski, João Ricardo Mendonça, Jonel Nazareno Iurk, Jurandir Chuchene Durski Silva, Miguel Angelo Ditzel Martelo e Renato Yoshinobu Heray.

O tempo de reflexão era de 1 hora para cada jogador e o match terminou 52,5 a 10,5 para os soviéticos. O torneio foi disputado em sete rodadas, sendo que não era possível confrontos entre jogadores da mesma nacionalidade. O melhor brasileiro foi Rodrigo Disconzi, que fez 2,5 em sete rodadas. Kramnik, Alexandrov e Onischuk tiveram 100% de aproveitamento.

 

 

E você, conhecia essa curiosa e interessante história do xadrez brasileiro? Imagine como seria um confronto entre os melhores enxadristas da sua cidade com a equipe soviética.

 

Fontes: MI Rodrigo Disconzi e Licurgo Holzmann

 

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