A História do Xadrez Moderno

Civilizações antigas, como a China e o Egito, já foram mencionadas como possíveis países de origem do xadrez, mas historiadores modernos dizem que a Índia é o mais provável berço do esporte. Possivelmente originado no século VI, o jogo que deu origem ao xadrez moderno tinha regras um pouco diferentes. Já imaginou jogar com uma Dama sem grandes poderes ou com elefantes no tabuleiro? Acompanhe o post para saber como os xeque-mates mais rápidos do xadrez saíram da história para os tabuleiros de todo o mundo. Conheça a história do xadrez moderno!

 

Origens do xadrez moderno

A principal diferença entre o jogo atual e seu antecessor ficava por conta de limitação de movimento das peças. O atual Bispo era conhecido como Elefante e se movimentava apenas por duas casas diagonais a cada jogada. A Dama, peça mais poderosa do xadrez moderno, era conhecida como Vizir, e tinha mais valor apenas que os peões, já que seu movimento era restrito a uma única casa diagonal. Os peões, por sua vez, não eram possibilitados de se mover duas casas em sua primeira jogada, e não existia o roque.

As primeiras mudanças passaram a ocorrer no século XII, mas foi em 1475 que regras foram aplicadas para tornar o xadrez algo mais parecido com o que vemos atualmente. Não se sabe exatamente se a origem das alterações é a Itália ou a Espanha, mas os movimentos conhecidos na atualidade foram todos reajustados nessa época e difundidos rapidamente pela Europa.

A partir dessas modificações nas regras, o jogo ganhou mais destaque e passou a ter táticas mais elaboradas, tanto para a abertura quanto os finais das partidas, além de publicações de inúmeros livros a respeito.

 

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Europa: a nova casa do xadrez

Foi na França, no século XVIII, que eventos de xadrez passaram a ganhar repercussão. Os mestres da época se enfrentavam em partidas épicas, cujo palco eram as coffee houses, distribuídas pelas maiores cidades europeias. No século seguinte, os clubes de xadrez tiveram um rápido desenvolvimento e partidas por correspondência entre cidades tornaram-se comuns. Jornais passaram a destacar o jogo e publicações foram feitas contendo ideias avançadas dos mais célebres enxadristas do momento.

As cafeterias mais importantes da época para os jogadores de xadrez foram a Slaughter’s Coffee House, de Londres, e a Café de la Régence, de Paris. Muitos dos principais nomes da época passaram por essas casas, incluindo Philidor, um jovem considerado um gênio por muitos jogadores, Kermeur, Deschapelles, Saint-Amant e personalidades de renome fora do xadrez, como Benjamin Franklin.

Franklin, embora fosse de um país até então com pouca expressão no jogo, contribuiu muito durante os anos que viveu em Paris e frequentou os cafés. Suas publicações se espalharam pela Europa antes mesmo de chegar ao seu país natal e, além de estratégias de jogo, seus textos continham também lições éticas, como formas de se comportar nos momentos de vitória ou derrota.

 

O xadrez se torna um esporte

O primeiro torneio com as regras modernas de xadrez foi realizado em Londres, no ano de 1851. O alemão Adolf Anderssen, renomado na época e considerado o então melhor enxadrista no mundo, sagrou-se campeão.

Os alemães dominaram os campeonatos de xadrez por muitos anos, passando por campeões como Steinitz, Zukertort e Lasker, conhecido por ser o primeiro a utilizar táticas psicológicas contra seus adversários. Apenas em 1921 o cubano José Raul Capablanca pôs fim à hegemonia alemã no esporte.

Para concretizar o xadrez como um esporte, em 1924 foi criada a Federação Internacional de Xadrez, FIDE, que segue até hoje promovendo os campeonatos mundiais da categoria, nos quais inúmeros enxadristas já se tornaram campeões com técnicas inovadoras, trazendo ao esporte partidas realmente memoráveis e tornando-o muito mais que um simples jogo de tabuleiro.

 

E você, já conhecia a história do xadrez? Acha que conseguiria jogar com as primeiras regras do jogo? Conte para a gente nos comentários!

 

 

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