4 Prodígios da História do Xadrez

A história do xadrez está repleta de talentosos jogadores, capazes de feitos dignos de admiração atemporal. No artigo de hoje faremos uma breve apresentação de 4 grandes enxadristas do século passado que desde criança já eram capazes de chocar o mundo com demonstrações de genialidade no tabuleiro. Você sabe quem são eles? Tente adivinhar e continue lendo!

 

Capablanca

Assim como uma discussão sobre quem foi o melhor jogador de futebol de todos os tempos jamais existirá sem nomes como Pelé ou Maradona, no mundo do xadrez, quando surge a mesma questão, Capablanca é presença mais do que garantida. Nascido em Havana, Cuba, no ano de 1888, Capablanca, segundo dizem os historiadores, aprendeu as regras do xadrez apenas observando seu pai jogar.

Aos 12 anos de idade ele acabou por vencer o campeão nacional cubano, Juan Corzo. Apesar de já enfrentar e vencer os melhores jogadores da época, como Aaron Nizowitsch e Ossip Bernstein, desde o ano de 1911, foi apenas em 1920 que o cubano se tornou campeão mundial do esporte ao derrotar o alemão Emanuel Lasker.

A superioridade de Capablanca aos demais jogadores era tamanha que, mesmo antes do embate, Lasker já reconhecia publicamente que não seria páreo para o jovem cubano. Mais tarde confirmou-se que Lasker estava certo e Capablanca se tornou o primeiro campeão mundial invicto da história, fato que até hoje só se repetiu uma vez, no ano de 2000, quando Kramnik destronou Kasparov.

Ao contrário do que o velho ditado diz, no caso de Capablanca a pressa não era inimiga da perfeição. Sua habilidade de rápida leitura das jogadas, acompanhada de raríssimos erros, tornou seu estilo de jogo característico e mundialmente conhecido até os dias de hoje. Dizem que seu jogo na modalidade “blitz” também era impressionante. Veja aqui uma das melhores partidas de Capablanca.

 

Artur Pomar

Imagine um garoto de apenas 13 anos enfrentar, hoje, o atual campeão mundial de xadrez, Magnus Carlsen. Presa fácil e vitória iminente, muitos diriam. A época era outra, mas, aos 13 anos, Artur Pomar enfrentou o campeão mundial da época, Alexander Alekhine, e se tornou mundialmente famoso ao ser o jogador mais jovem da história a enfrentar um nº 1 do mundo em uma partida oficial e conseguir um empate, recorde que pertence a ele até os dias de hoje (Carlsen, aos 13 anos, também empatou com o então nº 1 Garry Kasparov, no entanto, foi em uma partida rápida).

O jogo se desenhava para uma vitória de Artur, quando uma jogada mal calculada permitiu que Alekhine empatasse a partida. Ao longo de sua carreira, Artur foi campeão espanhol de xadrez por 7 vezes e representou seu país nas Olimpíadas do esporte em 12 oportunidades.

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Samuel Reshevsky

Assim como Capablanca, Reshevsky aprendeu a jogar xadrez aos 4 anos de idade. Aos 6, suas habilidades como enxadrista já eram tão elevadas que ele disputava — e ganhava — jogos simultâneos contra adultos e, aos 8, enfrentava e vencia de jogadores profissionais tanto em jogos individuais quanto em jogos simultâneos. Aos 9, ele já havia disputado mais de 1500 partidas simultâneas, tendo perdido apenas 8 vezes.

Apesar de suas inegáveis habilidades, Reshevsky nunca chegou a disputar um match pelo título mundial. Com um estilo de jogo duro e contundente, em partidas oficiais ele acabava por utilizar tempo demais nos lances iniciais, o que o obrigava a ter de realizar movimentos rápidos e mal calculados no final. Segundo especialistas e ele mesmo, sua tendência de ceder à pressão por causa do tempo foi a principal razão para que, mesmo com muito talento, Samuel Reshevsky jamais conseguisse conquistar um título mundial.

 

Bobby Fischer

Outra presença garantida quando o assunto são os melhores jogadores de todos os tempos, Robert James Fischer, aos 13 anos, se tornava internacionalmente famoso ao demonstrar ao mundo de forma brilhante como se realiza ofensivas contra o adversário ao derrotar o Mestre Internacional Donald Byrne, embate chamado de a Partida do Século até os dias de hoje. Um ano depois, Fischer conquistava o primeiro de seus 8 campeonatos americanos de xadrez e, aos 15, tornou-se o mais jovem Grande Mestre à época. De forma quase tão inexplicável quanto seu talento, após se tornar campeão mundial aos 28 anos, Bobby Fischer resolveu se retirar do esporte.

Dono de um talento tão grande quanto sua autoestima e autoconfiança, Fischer dominava o tabuleiro com maestria num estilo de jogo impecável que levava as pessoas a se perguntarem se ele era realmente humano. Sua trágica história e seu match contra Spassky viraram filme: “Pawn Sacrifice”, que estreou este ano nos Estados Unidos. Veja o trailer.

 

Estes foram alguns dos maiores prodígios do xadrez até a década de 70. Você conhecia estes 4 prodígios da história? Acha que alguém ficou de fora da lista? Compartilhe sua opinião conosco!

8 Respostas a “4 Prodígios da História do Xadrez”

  • Luiz Gonzaga Venelli

    Eu vi Mequinho com seus 13 anos no CXSP após ter ganho o Brasileiro. Eu vi!

    Pena que tenha ficado dodói.

    Pelo que sabemos os GM do Brasil não o apoiam.

    • Rafael Leitão

      Luiz, como assim "os GM do Brasil não o apoiam"?

      https://rafaelleitao.com/grandes-jogadores-mequinho/

  • Denilson Moura

    Henrique Costa Mecking, brasileiro, citado em vários livros estrangeiros, ganhou dois interzonais e ficou em 3º no mundo, atrás de Karpov e Kortchnoi. Também foi prodígio, muito prodígio!

  • Lao Ferraz

    Um reparo: o nome do Pomar era Arturo.

  • Juan Röhl

    Se pueden incluir talentos innatos como los de Henrique Da Costa Mecking (Mequinho) como otro de los Grandes niños Prodigios y revisar casos como los de Morphy, Pillsbury y Carlos Torre

  • Ivanrojas

    Sim, eu colocaria Mickahil Tahl, Smislov, e Botiviniky.
    Sem esquecer de Trigran Pretrosian.

  • Walter Ferreira Júnior

    A partida entre Pomar e Alekhine, a qual terminou em empate é duvidosa. Alekhine lecionou aulas para Pomar e esteve "escondido" na Espanha por um determinado período. Nada anormal ele ter empatado, levando em conta seu caráter!

  • Luisinho

    Conhecia Bob Fisher, garoto prodígio e complicado.

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