Curiosidades do Ranking da FIDE – Novembro 2017

A atualização mensal dos ratings da FIDE é sempre muito esperada pelos enxadristas. Seja qual for o nível do jogador, todos têm objetivos e a listagem é a oficialização de uma possível evolução ou a comprovação da falta de um treinamento mais eficaz. Nesse contexto, a lista do mês de novembro traz algumas curiosidades que chamaram a atenção da redação da Academia Rafael Leitão.

 

Leitão dominante

 

Sobre o ranking brasileiro, destaque para o desempenho do GM Rafael Leitão. Para a alegria da torcida, em novembro, nosso herói completou um ano e um mês na liderança. Nos últimos 71 meses (quase 6 anos!), Leitão dominou a lista mensal em 63 ocasiões, o GM Alexandr Fier foi o primeiro em 8 meses não sequenciais.

Atualmente com 2.629 pontos de rating FIDE, Rafael aparece com mais de 2.600 desde a lista de julho de 2009. Ou seja, há mais de oito anos o GM Leitão está acima dessa faixa de rating, tão sonhada pela maioria dos jogadores profissionais do Brasil. No mês de novembro, apenas Leitão e Mecking aparecem na lista acima da barreira dos 2.600.

No contexto internacional, Leitão ocupa a 173ª posição. Seu maior rating foi registrado em junho de 2014, quando atingiu os 2.652 pontos.

 

Supi, o prodígio brasileiro

 

Com 2.530 pontos, o MI Luis Paulo Supi tende a ser o próximo GM brasileiro. Nascido em 1996, Supi é um prodígio para os padrões brasileiros. Na lista de novembro, o enxadrista já aparece na sétima colocação, o único no top 10 nacional sem o título de GM e o mais jovem também.

 

Top 10 Brasil novembro 2017

  1. GM Rafael Leitão 2629
  2. GM Henrique Mecking 2602
  3. GM Alexandr Fier 2583
  4. GM Gilberto Milos 2575
  5. GM Darcy Lima 2546
  6. GM Felipe El Debs 2537
  7. MI Luis Paulo Supi 2530
  8. GM André Diamant 2529
  9. GM Krikor Mekhitarian 2521
  10.  GM Evandro Barbosa 2518

 

Feminino

Pódio Brasileiro Feminino 2016: Feliciano, Terao e Heinrichs

 

No xadrez feminino nacional, a MF Juliana Terao segue no topo da lista, seguida pela WMI Vanessa Feliciano. No entanto, aos poucos, a diferença para as demais enxadristas vem diminuindo, principalmente, com as ascensões de Ana Rothebarth e da WMF Julia Alboredo, ambas acima dos 2.100 pontos. Confira o top 10 feminino:

  1. MF Juliana Terao 2256
  2. WMI Vanessa Feliciano 2188
  3. Ana Rothebarth 2121
  4. WMF Julia Alboredo 2119
  5. Kathie Librelato 2071
  6. WMF Suzana Chang 2065
  7. Vivian Heinrichs 2026
  8. Vanessa Gazola 2015
  9. Thauane Medeiros 1983
  10.  WMF Ramyres Coelho 1979

 

Gigante Jorge Cori

Na lista de novembro, o peruano Jorge Cori é o único enxadrista sul-americano no top 100 do mundo. Nascido em 1995, Cori está com 2.657 pontos e é o 90º melhor ranqueado no contexto internacional.

Errata: Conforme corrigido por um leitor do site, na verdade o número 1 da América do Sul é o venezuelano Eduardo Iturrizaga.

 

Recordista Internacional

Já na elite internacional, o desempenho de Magnus Carlsen é impressionante. O norueguês lidera o ranking, ininterruptamente, desde julho de 2011. E não para por aí: líder em 77 listas da FIDE, o atual campeão mundial é o recordista em aparições no topo. Na lista de novembro, Carlsen aparece com 2.837 pontos. Além deste, Levon Aronian (Armênia) é o único acima dos 2.800 pontos.

Quem é melhor, Magnus Carlsen ou Cristiano Ronaldo?

 

E para você, a superioridade Carlsen no xadrez é maior do que a de Cristiano Ronaldo no futebol? E o que mais lhe chamou a atenção no ranking da FIDE de novembro? Deixe sua opinião nos comentários.

Gostou desse artigo? Então compartilhe nas redes sociais.

7 Respostas a “Curiosidades do Ranking da FIDE – Novembro 2017”

  • Luciano Fier

    Cristiano quem?

  • Jorge

    Há um equívoco. O melhor sul americano é o venezuelano Eduardo Iturrizaga, nao Jorge cori

  • Maicon Prantes

    Um jogador de 2500 no Brasil tem o mesmo nível do que um de mesmo rating na Rússia por exemplo?

    • Rafael Leitão

      O rating é uma medida universal.

    • Luiz

      A princípio é mais fácil ganhar pontos artificialmente vencendo grandes quantidades de adversários fracos do que somente enfrentando os mais fortes.

      Existe sim a possibildiade de haver distorção no rating, caso um grupo de jogadores se dediquem mais em campeonatos mais fracos que é o caso do grupo dos Sul-americanos.

      Mas é muito difícil quantificar essa distorção, eu acho que no caso da sua pergunta é da ordem das poucas dezenas de pontos no máximo, tanto pela depressão que um Russo deve sofrer quanto pelo Up dum sulamericano.

      E novamente lembrando que esse efeito ocorre para jogadores do miolo do ranking, os da rota internacional esse efeito é desprezível.

      • Muriel Patrocinio

        Se voce vence "grande quantidade de adversários fracos" o seu rating tambem ira variar muito pouco, ja que a diferença de rating é muito grande entao a pontuação é pequena, ja a vitoria contra um jogador com mais rating ou o mesmo vc ganha bem mais pontos e se perder perde poucos pontos, por isso seu argumento nao faz sentido.

  • André

    Discordo, caro Muriel. Vamos fazer um exercício de imaginação: imagine que um jogador com rating na faixa de 2500 pontos vá jogar contra 20 com jogadores com rating na faixa de 1800. A probabilidade dele perder uma partida, caso dedique toda sua atenção à partida é pequena. Certamente acumulará poucos pontos mas, acumulará alguns. Agora imagine este jogador jogando duas partidas contra um jogador com rating na faixa de 2800. As chances de perder são muito altas e ele não ganhará ponto algum, ao contrário, perderá alguns. Claro que isto é só uma especulação, mas faz sentido pensar que a probabilidade de ganhar pontos jogando sempre com jogador mais fracos é maior do que disputar estes pontos com jogadores mais fortes.

Deixe seu comentário