Retrospectiva 2018: Parte 2

Retrospectiva 2018: Parte 2

Na segunda parte da retrospectiva anual da Academia Rafael Leitão, relembre os principais momentos do xadrez internacional.

 

Carlsen Mantém o Título no Match dos Empates

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Magnus Carlsen (Noruega) e Fabiano Caruana (Estados Unidos) disputaram o Campeonato Mundial de Xadrez em Londres, no mês de novembro. O duelo nas partidas clássicas terminou em 6×6, com incríveis 12 empates. Carlsen manteve o título após fazer 3×0 nas partidas rápidas. Devido ao recorde de empates, teria sido este o confronto mais chato da história?

 

Ju Wenjun Domina o Xadrez Feminino

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Curiosamente, a FIDE realizou dois Mundiais Femininos em 2018. No mês de maio foi realizado um match pelo título. O Mundial Feminino também foi disputado em um torneio eliminatório, entre 64 jogadoras, no mês de novembro. Apesar das fórmulas confusas, a chinesa Ju Wenjun tornou-se a campeã legítima ao vencer as duas competições.

 

A Invencibilidade de Ding Liren

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O chinês Ding Liren passou 100 partidas clássicas sem perder. Foram 21 vitórias e 79 empates ao longo de 15 meses. A invencibilidade acabou em novembro, quando perdeu para o francês Maxime Vachier-Lagrave, na sétima rodada do Masters de Shenzhen, na China.

Até então, o recorde histórico mais conhecido era o do ex-campeão mundial, Mikhail Tal. Entre 1973 e 1974, Tal ficou 95 jogos sem perder, com 46 vitórias e 49 empates. No entanto, o Grande Mestre Sergei Tiviakov ficou 110 partidas sem derrota (57 vitórias e 53 empates) entre 2004 e 2005. De fato, Tiviakov enfrentou muitos adversários de força inferior, porém, o enxadrista acredita que seu desempenho deve ser reconhecido.

 

China Hegemônica na Olimpíada de Batumi

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As equipes da China venceram a Olimpíada de Xadrez 2018, realizada em Batumi, na Geórgia. Até então, o feito de conquistar os dois torneios simultaneamente, feminino e absoluto, era possível apenas para a poderosa União Soviética das décadas de 1970 e 1980. No absoluto a prata ficou com os Estados Unidos e o bronze com a Rússia. Ucrânia e Geórgia completaram o pódio no torneio feminino.

 

Arkady Dvorkovich é o Novo Presidente da FIDE

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O russo Arkady Dvorkovich venceu o grego Georgios Makropoulos por 103 votos a 78 e tornou-se o presidente da FIDE.  A eleição aconteceu durante a Olimpíada de Batumi, na Geórgia. Dvorkovich já ocupou o cargo de vice primeiro ministro da Rússia e mantém laços estreitos com Vladimir Putin. Foi um dos principais organizadores da Copa do Mundo de Futebol de 2018. Seu antecessor, Kirsan Ilyumzhinov, esteve à frente da FIDE entre 1995 e 2018.

 

O Primeiro Semestre Brilhante de Fabiano Caruana

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A derrota no match pelo título mundial não pode ofuscar o desempenho espetacular de Fabiano Caruana no primeiro semestre. O enxadrista começou 2018 com tudo. Em março venceu o Torneio de Candidatos com um ponto na frente de Mamedyarov e Karjakin. Depois, venceu o Grenke Chess, na Alemanha, e o Norway Chess, ambas as competições na frente de Magnus Carlsen. Por essas brilhantes atuações, o enxadrista dos Estados Unidos ficou a 2,4 pontos de Carlsen no ranking da FIDE e ameaçou a liderança do norueguês em algumas ocasiões.

 

Enxadrista de 95 Anos Vence Torneio em Buenos Aires

O argentino Horacio Amil Meilán é um dos enxadristas em atividade mais longevos do mundo. No dia 24 de agosto de 2018, aos 95 anos, Meilán venceu um torneio de rápidas no Clube Argentino de Xadrez, em Buenos Aires. O torneio foi disputado em sete rodadas no ritmo de 12 minutos com 3 segundos de incremento por lance.

Horacio Amil Meilán conquistou o título na frente de dois Mestres Internacionais e um Mestre FIDE. Ao todo, 33 enxadristas participaram da competição. O rating FIDE atual do enxadrista é 1905 pontos. Em termos de rating, seu auge foi alcançado em julho de 1988, quando totalizou 2290 pontos. De acordo com o enxadrista, a partida mais marcante de sua carreira foi o empate com Paul Keres, além da derrota para Bobby Fischer.

 

Dois Novos Grandes Mestres aos 12 anos

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Praggnanandhaa nos braços do povo

 

O indiano Rameshbabu Praggnanandhaa despertou o interesse do mundo ao conquistar o título de Grande Mestre aos 12 anos, 10 meses e 13 dias. Em junho, tratava-se do segundo GM mais jovem da história. Porém, em outubro, Javokhir Sindarov (Uzbequistão) conquistou o título aos 12 anos, 10 meses e 8 dias. O Grande Mestre mais jovem da história segue sendo o russo Sergey Karjakin, GM aos 12 anos e 7 meses. Por enquanto, ao longo da história, apenas os três enxadristas citados conseguiram o título antes dos 13 anos.

 

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One Reply to “Retrospectiva 2018: Parte 2”

  • Gabriel Vinicios

    Fabiano Caruana, sem dúvidas, o grande destaque. Seguido pela Ju Wenjun

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